Mato Grosso do Sul e a região chilena de Tarapacá reforçaram, nesta terça-feira (7), a articulação para ampliar oportunidades comerciais associadas à Rota Bioceânica.
O intercâmbio ocorreu em Campo Grande e reuniu representantes dos dois governos para discutir ações voltadas à integração econômica e logística. A programação também marcou os três anos de funcionamento do escritório "Tarapacá para o Mundo" na Capital.
O corredor é apontado como uma alternativa para reduzir distâncias entre o Centro-Oeste brasileiro e mercados internacionais, principalmente na Ásia. A proposta também busca ampliar a circulação de mercadorias e estimular novos investimentos ao longo do trajeto.
Durante o encontro, o governador Eduardo Riedel afirmou que a região chilena terá papel estratégico na conexão entre Mato Grosso do Sul e o Oceano Pacífico. Segundo ele, o Estado trabalha para estruturar sua logística com foco na consolidação do corredor internacional.
"A Ásia é o nosso principal parceiro comercial e o caminho mais curto para chegar lá passa por Tarapacá", declarou o governador. Ele acrescentou que o projeto representa "um ambiente de integração e desenvolvimento", e não apenas uma ligação rodoviária entre os países.
O governador de Tarapacá, José Miguel Carvajal, destacou a aproximação institucional construída nos últimos anos. Segundo ele, a instalação do escritório da região chilena em Campo Grande demonstra o interesse em fortalecer relações permanentes com Mato Grosso do Sul.
"Estamos construindo uma relação de confiança com o Estado. Assim, Tarapacá será a porta do Pacífico para Mato Grosso do Sul", afirmou. Ele ressaltou que o intercâmbio busca ampliar oportunidades de negócios e cooperação entre os dois territórios.
Entre as obras consideradas essenciais para a implantação da Rota Bioceânica está a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai. A estrutura já alcançou cerca de 90% de execução, enquanto o acesso pavimentado até a travessia segue em implantação sob responsabilidade do Governo Federal.
Além da infraestrutura viária, o projeto prevê etapas voltadas à integração dos modais de transporte, fortalecimento da logística, atração de investimentos produtivos e ampliação da competitividade econômica. A expectativa é que o corredor impulsione o desenvolvimento regional ao conectar o Brasil aos portos do norte do Chile, facilitando o acesso aos mercados do Pacífico.

Encontro em Campo Grande reuniu autoridades brasileiras e chilenas para fortalecer parceriasFoto: Divulgação
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