Saúde aponta níveis de infestação do Aedes aegypti em municípios de MS

Estudo mapeia o nível de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya e orienta as ações de controle nos municípios

21 JUN 2026Por Redação Jota FM06h15
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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul divulgou os resultados do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti de 2026. O estudo, realizado em maio, mapeia o nível de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya e orienta as ações de controle nos municípios do Estado.

O levantamento identificou cidades em diferentes faixas de risco, com índices que vão de nível zero até situações classificadas como alto risco. O objetivo é subsidiar gestores municipais no planejamento de ações de prevenção, incluindo visitas domiciliares, eliminação de criadouros e estratégias de bloqueio em áreas críticas.

Entre os municípios com maior índice de infestação estão Eldorado, com 9,8, Santa Rita do Pardo, com 7,5, e Ribas do Rio Pardo, com 6,6. Também aparecem em situação de alerta Rio Negro, Bela Vista, Maracaju, Ponta Porã, Anastácio e Terenos, todos acima do índice considerado de alto risco pelo Ministério da Saúde.

“Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada”, afirmou a secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone. Segundo ela, a antecipação das medidas contribui para reduzir a circulação do vetor e prevenir surtos de arboviroses.

Na faixa intermediária, com índices entre 1 e 3,9, estão municípios como Bataguassu, Porto Murtinho, Corumbá, Três Lagoas, Naviraí e Aparecida do Taboado, entre outros. Nessas localidades, a SES recomenda manutenção das ações rotineiras de vigilância e controle para evitar agravamento do cenário.

O levantamento também registrou índice zero em municípios como Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis. Mesmo assim, a secretaria ressalta que os dados devem ser analisados em conjunto com outros indicadores epidemiológicos e de monitoramento vetorial.

“Mesmo em períodos com menor volume de chuvas, é importante que a população mantenha a atenção aos possíveis criadouros”, afirmou o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira. Ele destacou que o trabalho de controle depende de ações contínuas ao longo de todo o ano.

A SES reforça que o combate ao Aedes aegypti exige participação da população e dos municípios. Entre as medidas recomendadas estão a eliminação de recipientes com água parada, limpeza de quintais e manutenção de caixas d’água.

A secretaria orienta que as ações de vigilância sejam permanentes para reduzir riscos de transmissão das arboviroses em todo o Estado.

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