SES incinera medicamentos irregulares e reforça alerta sobre mercado clandestino em MS

Lista reuniu itens considerados de alto risco sanitário, incluindo substâncias de uso controlado e produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

21 JUN 2026Por Redação Jota FM06h30
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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) destruiu cerca de uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em fiscalizações sanitárias realizadas em diferentes regiões do Estado. A incineração ocorreu em Dourados, e reuniu itens considerados de alto risco sanitário, incluindo substâncias de uso controlado e produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A operação reuniu medicamentos apreendidos ao longo de ações de fiscalização em centros de distribuição e transporte, além de cargas interceptadas em diferentes pontos do Estado. Segundo a SES, o material destruído integra um conjunto de apreensões que, neste ano, já ultrapassa 20 mil unidades e soma valor estimado superior a R$ 15 milhões em produtos fora das normas sanitárias.

A destruição foi realizada em uma empresa especializada em incineração e contou com apoio logístico e de segurança da Polícia Rodoviária Federal durante o transporte dos materiais. A secretaria afirma que o procedimento encerra o ciclo de fiscalização e impede que os produtos retornem ao mercado de forma irregular.

“A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado”, afirmou o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo. Ele destacou ainda que o volume de apreensões recentes evidencia a dimensão do comércio ilegal de medicamentos em circulação no Estado.

As ações de fiscalização identificaram, entre os itens incinerados, medicamentos utilizados para emagrecimento, peptídeos com finalidade estética e anabolizantes de origem estrangeira. Os produtos não possuíam registro sanitário e eram comercializados fora de canais autorizados, principalmente por meios digitais e plataformas informais de venda.

“A ausência de controle de qualidade representa risco direto ao consumidor”, disse Pirolo ao comentar o funcionamento do mercado clandestino. Segundo ele, a atuação das equipes busca interromper a circulação de produtos sem rastreabilidade e sem garantia de armazenamento adequado.

Especialistas reforçam que o uso desses medicamentos sem acompanhamento médico pode gerar efeitos graves à saúde. “Esses produtos exigem controle rigoroso e prescrição adequada”, afirmou a endocrinologista Bianca Paraguassu. Ela alertou para riscos como reações adversas, complicações metabólicas e até emergência clínica em casos de uso inadequado.

“Em apreensões já foram identificados produtos com substâncias diferentes das informadas na embalagem”, disse a médica ao detalhar a possibilidade de falsificação. Ela acrescentou que mesmo medicamentos originais exigem monitoramento contínuo para evitar complicações associadas ao uso indiscriminado.

O transporte dos materiais até o local de incineração foi acompanhado por escolta da Polícia Rodoviária Federal. A ação também contou com participação de órgãos de fiscalização e reforça a integração entre instituições no combate ao comércio ilegal de medicamentos no Estado.

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