Uma grave situação vem ocorrendo no Hospital Universitário de Campo Grande, onde pacientes que aguardam por cirurgias cardíacas encontram-se internados há mais de 15 dias, sem previsão para a realização do procedimento. A denúncia foi feita por uma ouvinte do programa Ronda do MS, apresentado por Nelson Feitosa e transmitido pelas nove emissoras da Rede Jota FM.
De acordo com o relato da ouvinte, que prefere não se identificar, a situação é alarmante. Pacientes que necessitam de cirurgia cardíaca estão aguardando por uma válvula e pela presença de um profissional anestesista para a realização do procedimento. No entanto, o hospital não dispõe desses recursos essenciais, levando à paralisação da fila de cirurgias e causando um verdadeiro desespero entre os pacientes.
Além disso, o custo da válvula necessária para as cirurgias é estimado em cerca de 2 mil reais, o que impede a realização dos procedimentos devido à falta de recursos financeiros por parte dos pacientes. A situação se agrava ainda mais com o fato de que mais de 9 pacientes encontram-se na fila aguardando pela cirurgia, aumentando a angústia e o risco de complicações para essas pessoas. Vale salientar que, mesmo que se adquira partucularmente as válvulas, situação proposta pelos pacientes, não há garantias de que a cirurgia aconteça e nem que a prótese seja fornecida para o adquirente. Segundo apurado, não se pode "furar a fila".
A ouvinte até fez uma espécie de conta simples, dizendo que, com apenas 20 mil reais, teria condições de zerar a fila desses pacientes que estão necessitando desse tipo de cirurgia. Ela salientou que o custo diário de internação de um paciente é superior ao demandado pela aquisição da válvula.

A falta de uma solução imediata para esse problema tem gerado revolta e indignação entre os pacientes e seus familiares. A espera prolongada e a impossibilidade de buscar tratamento em outros locais têm afetado significativamente a qualidade de vida dessas pessoas, que se encontram em situação crítica de saúde.
A paciente também mencionou que o hospital não está fazendo cateterismo por conta da falta de materiais. Pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde.
Diante dessa grave situação, é imprescindível que as autoridades competentes intervenham para resolver esse impasse. A disponibilização dos recursos necessários, como a válvula e a contratação de um profissional anestesista, é fundamental para garantir a saúde e a vida dos pacientes que se encontram na fila de espera.
A população clama por ações rápidas e efetivas por parte dos órgãos responsáveis, visando restabelecer o atendimento adequado e urgente para esses pacientes. É preciso que sejam tomadas as devidas providências para solucionar essa crise que afeta diretamente a vida de tantas pessoas em Campo Grande.
Administração
Segundo informações extraoficiais, o atraso decorre da demora do processo licitatório de compras.
Hoje, o HU é administrado pela Ebserh, que é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Educação, que foi criada em 2011 para promover a modernização da gestão dos hospitais universitários federais. Desde então, coordena Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). Contudo, todas as aquisições como o caso em tela, são de responsabilidade da equipe de administração local.
A reportagem continuará acompanhando o caso e buscará informações atualizadas junto às autoridades de saúde para informar à população sobre as medidas tomadas para solucionar essa situação delicada e garantir o acesso à saúde adequada para todos os pacientes que aguardam por uma cirurgia cardíaca no Hospital Universitário de Campo Grande.

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