Escolas Cívico-Militares em Mato Grosso do Sul são elogiadas pelo Deputado Coronel David.

Encerramento dos trabalhos do primeiro semestre da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

14 JUL 2023 Por Nilda Telles 14h22

Na sessão plenária que marcou o encerramento dos trabalhos do primeiro semestre da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o Deputado Coronel David (PL) expressou seus cumprimentos ao Governador Eduardo Riedel e ao Secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, pela acertada decisão de manter o funcionamento das Escolas Cívico-Militares no estado. Além disso, o parlamentar solicitou estudos técnicos para expandir o número dessas instituições, devido aos resultados extremamente satisfatórios alcançados nas escolas já existentes.

Coronel David ressaltou que a decisão conjunta do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Defesa de encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), por parte do governo federal, contradiz a realidade. De acordo com o balanço divulgado no final de 2022, o programa obteve resultados expressivos, como uma redução de 82% na violência física, 75% na violência verbal e 80% na evasão e abandono escolar.

O programa, implementado em 2019, permite que militares reformados das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros sejam alocados nas escolas para auxiliar na gestão administrativa, com foco na promoção da disciplina e do civismo, além de outras atividades extracurriculares. O conteúdo disciplinar e a parte pedagógica continuam sob responsabilidade dos profissionais civis.

Segundo o último balanço divulgado em dezembro de 2022, em todo o Brasil, 202 escolas, com 120 mil alunos, já haviam aderido à iniciativa, que empregava 1,5 mil militares. A meta era alcançar 216 escolas em 2023.

O Deputado Coronel David destacou que, contrariamente à decisão do governo federal, o governo de Mato Grosso do Sul optou por manter as quatro escolas cívico-militares já existentes no estado, sendo duas em Campo Grande, uma em Anastácio e uma em Maracaju. Essas escolas, por terem programas de ensino estaduais, possuem uma interferência mínima do Governo Federal.

"É evidente que os resultados alcançados nas escolas cívico-militares já implantadas são extremamente satisfatórios, o que justifica a necessidade de um estudo mais aprofundado para que o programa possa ser expandido para os demais municípios de Mato Grosso do Sul", defendeu o parlamentar.

Leia Também