Primeiro caso de febre Oropouche em MS deixa autoridades em alerta

Mulher de 42 anos em Campo Grande foi diagnosticada. O caso foi em junho, mas o risco continua elevado na região de acordo com a OMS

05 AGO 2024 Por Dulce Maria 14h40

A febre do Oropouche, doença transmitida pelo mosquito Culicoides paraenses, teve seu primeiro caso registrado em Mato Grosso do Sul em junho deste ano. A paciente, uma mulher de 42 anos residente em Campo Grande, provavelmente contraiu a infecção na Bahia, onde há maior incidência do vetor. A Organização Pan-Americana da Saúde (OMS) emitiu um alerta epidemiológico de alto risco para a febre do Oropouche nas Américas devido a mudanças preocupantes nas características clínicas e epidemiológicas da doença, incluindo a ocorrência de casos fora das regiões endêmicas.

A situação se agravou com a confirmação de duas mortes no interior de São Paulo e a possível transmissão vertical do vírus, ou seja, da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. Além disso, a Opas está monitorando óbitos fetais e casos de recém-nascidos com anencefalia que podem estar relacionados à infecção pelo vírus da febre do Oropouche. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul destacou que, apesar do diagnóstico ter sido realizado em Campo Grande, o local provável de contágio foi a Bahia.

A febre do Oropouche é uma doença viral causada pelo vírus Oropouche (OROV), transmitido principalmente por mosquitos. Este vírus foi identificado pela primeira vez em Trinidad, em 1955, e desde então tem causado surtos recorrentes na América Latina, especialmente no Brasil, Peru e Panamá.

Os principais vetores do vírus são mosquitos do gênero Culicoides, que picam principalmente ao anoitecer. A febre do Oropouche afeta predominantemente áreas urbanas e rurais próximas a florestas tropicais.

Os sintomas da febre do Oropouche incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor nas articulações e músculos, náuseas, vômitos e erupções cutâneas. Em alguns casos, pode causar fotofobia e meningite viral leve. A doença, em geral, tem um curso autolimitado de cerca de uma semana, mas pode ser debilitante durante o período sintomático. Não há vacina disponível, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas.

Leia Também