Cientistas podem ter descoberto a causa do autismo

Estudo com 200 crianças pode ser primeiro passo para compreender o TEA

07 AGO 2024 Por Dulce Maria 13h47

Cientistas podem ter descoberto a causa do autismo ao identificar uma ligação entre ácidos graxos no sangue do cordão umbilical e o risco da condição. Pesquisadores da Universidade de Fukui analisaram a relação entre ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) em amostras de sangue do cordão umbilical e pontuações de autismo em 200 crianças.

O estudo revelou um composto específico, chamado diHETrE, com "fortes implicações" na gravidade do TEA. Níveis mais altos de diHETrE estavam associados a dificuldades em interações sociais, enquanto níveis mais baixos estavam ligados a comportamentos repetitivos e restritivos. Essa correlação foi mais evidente em meninas do que em meninos.

As amostras de cordão umbilical foram coletadas e preservadas logo após o nascimento das crianças. Aos 6 anos, os sintomas de TEA dessas crianças foram avaliados com a ajuda de suas mães. Com base nos resultados, os pesquisadores sugerem que medir os níveis de diHETrE no nascimento pode se tornar uma ferramenta valiosa para prever o risco de TEA.

Eles também propõem que inibir o metabolismo do diHETrE durante a gravidez pode ser uma abordagem para prevenir traços de TEA, mas reforçam que mais pesquisas são necessárias. Os resultados do estudo foram publicados no jornal científico Psychiatry and Clinical Neurosciences.

O autismo, ou transtorno do espectro autista, é um grupo de condições relacionadas ao desenvolvimento do cérebro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 100 crianças tem autismo. As habilidades e necessidades de pessoas autistas variam, podendo algumas viver de forma independente, enquanto outras necessitam de cuidados e suporte ao longo da vida.

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