Desde o início de 2024, Mato Grosso do Sul enfrenta um desafio severo no setor agropecuário: a morte de 541 cabeças de gado em decorrência das baixas temperaturas. O impacto foi especialmente sentido durante a última frente fria, ocorrida entre 9 e 13 de agosto, quando 455 animais morreram de hipotermia. Os números foram confirmados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), responsável pelo monitoramento das ocorrências.
Cristiano Moreira, vice-presidente da Iagro, ressaltou que os casos foram confirmados após inspeções nas propriedades afetadas, mas alerta para a possibilidade de subnotificações, sobretudo nas áreas do sul do estado, onde as mortes se concentraram. A situação é agravada pelas mudanças bruscas de temperatura, que aumentam os riscos de hipotermia.
Diante do cenário, a Iagro reforça a importância de medidas preventivas. Moreira orienta que os pecuaristas mantenham o gado em locais protegidos e bem alimentados, especialmente durante períodos de inversão térmica. A recomendação é utilizar abrigos naturais, como matas, ou coberturas físicas, para minimizar os danos.
Em comparação ao ano passado, o número de mortes é menor, mas o alerta permanece. Em 2023, durante frentes frias entre junho e julho, 2.660 cabeças de gado morreram no estado. A expectativa é de que, com as medidas adequadas, o impacto em 2024 seja controlado, evitando prejuízos maiores aos produtores.
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