Registrado primeiro caso de transmissão local da Febre Oropouche em MS

A transmissão da Febre Oropouche ocorre principalmente através de vetores, como o mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim

15 AGO 2024 Por Redação Sidrolândia 12h43

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou o primeiro caso autóctone de Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul. A doença foi diagnosticada em um homem de 52 anos, residente de Itaporã, que apresentou sintomas em abril deste ano. O paciente já está curado, e sua identidade foi preservada pelas autoridades.

A Febre Oropouche é uma infecção causada por um arbovírus, que foi identificado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, a doença tem sido registrada esporadicamente, com maior incidência na região amazônica. No entanto, surtos também ocorreram em outros países das Américas Central e do Sul, incluindo Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela.

Os casos autóctones, como o confirmado em Mato Grosso do Sul, são aqueles em que a infecção é contraída no mesmo local em que foi diagnosticada, indicando que o vírus está circulando na própria região.

A transmissão da Febre Oropouche ocorre principalmente através de vetores, como o mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim. Este mosquito, após picar um indivíduo infectado, pode transmitir o vírus para outras pessoas. A doença se manifesta em dois ciclos: o silvestre, onde os principais hospedeiros são animais como bichos-preguiça e macacos; e o urbano, onde os humanos são os principais afetados.

Os sintomas da Febre Oropouche são semelhantes aos da dengue e chikungunya, incluindo dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, náusea e diarreia. Não há tratamento específico para a doença, sendo recomendado o repouso e a hidratação.

O Brasil tem registrado um aumento significativo de casos da doença em 2024, com 7.653 notificações e dois óbitos até o momento, segundo o Ministério da Saúde. Em 2023, foram contabilizados 831 casos.

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