Ramadã: período de jejum, reflexão e impacto econômico

Mês sagrado para os muçulmanos também influencia atividades comerciais

11 MAR 2025 Por Nilda Telles 05h00

O Ramadã, nono mês do calendário islâmico, é um dos períodos mais sagrados para os muçulmanos. Mais do que um tempo de jejum, é um momento de reflexão, autoconhecimento e fortalecimento dos laços espirituais e comunitários. Durante esse período, os fiéis praticam o jejum diário do amanhecer ao pôr do sol, dedicando-se à oração e à caridade.

Além do impacto religioso e social, o Ramadã também influencia a economia. Em muitos países islâmicos, a jornada de trabalho é reduzida, geralmente em cerca de duas horas, para acomodar a rotina de jejum. O consumo de alimentos diminui durante o dia, mas há um aumento significativo nas refeições noturnas, especialmente durante o Iftar, o banquete que quebra o jejum ao anoitecer.

O período também afeta o comércio internacional. Empresas que exportam para mercados muçulmanos costumam intensificar seus envios logo após o fim do Ramadã, quando há reposição de estoques e um aumento na demanda por produtos.

O Ramadã é mais do que uma tradição religiosa: é um momento de transformação espiritual e social que reverbera em diversos aspectos da vida cotidiana, incluindo a economia global.

 

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