UTI do Hospital Regional de Dourados adota estímulos cognitivos no cuidado intensivo

Prática aplicada em pacientes internados busca reduzir confusão mental, preservar funções cognitivas e ampliar a humanização do atendimento na UTI Adulto do hospital

10 JAN 2026 Por Redação Jota FM 10h30

A UTI Adulto do Hospital Regional de Dourados passou a adotar estímulos neurocognitivos sensoriais como parte da rotina de cuidado aos pacientes internados.

A prática é aplicada desde o início do funcionamento da unidade e integra o atendimento intensivo oferecido no hospital, referência regional para o interior de Mato Grosso do Sul.

As intervenções consistem em ações simples, realizadas pela equipe multiprofissional, com foco na manutenção das funções cognitivas, emocionais e sensoriais dos pacientes.

Entre os estímulos utilizados estão conversas direcionadas, uso do nome do paciente, reorientação no tempo e no espaço e contato com sons e músicas familiares.

A equipe também aplica estímulos táteis, visuais e olfativos, respeitando as condições clínicas e a segurança de cada paciente internado.

Segundo a gerente multiprofissional da unidade, Laryssa Hoff, a estratégia amplia o cuidado para além dos recursos tecnológicos disponíveis na terapia intensiva.

“A estimulação faz parte de um cuidado integral e contribui para melhorar a experiência do paciente durante a internação”, afirmou.

De acordo com o hospital, mesmo em situação crítica, o cérebro continua respondendo a estímulos, o que justifica a adoção da prática no ambiente intensivo. Entre os efeitos esperados estão a redução do risco de delirium e a diminuição da confusão mental após a alta da UTI.

A medida também busca preservar funções cognitivas e proporcionar maior sensação de segurança ao paciente durante o período de internação.

A unidade atende pacientes da região sul do Estado e integra a rede pública de saúde. O hospital avalia que a incorporação da prática fortalece o modelo de assistência adotado na unidade.

A proposta combina tecnologia, protocolos clínicos e cuidado centrado no paciente. A expectativa é que a abordagem contribua para uma recuperação mais completa após a saída da UTI.

 

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