Podcast debate riscos de ignorar vendas no ambiente digital

Rafaela Menezes falou sobre adaptação de negócios, posicionamento de marca e impacto das plataformas digitais nos resultados financeiros

04 FEV 2026 Por Redação Jota FM 17h33

A comunicadora Rafaela Menezes participou, nesta quarta-feira (4), do podcast Elas Podem Mais, onde analisou os riscos enfrentados por empresas que não se adaptam ao desenvolvimento de estratégias de vendas no ambiente digital.

Durante a entrevista, ela também tratou da importância do posicionamento de marca e do planejamento para uso das plataformas online. A convidada é fundadora da Agência Sacra e atua há mais de nove anos nas áreas de comunicação, branding e marketing.

Rafaela apresentou sua trajetória profissional, desde a entrada no mercado em 2017 até a criação da agência em 2020, inicialmente em sociedade e, posteriormente, sob gestão individual.

Ela relatou que a experiência em agências e no digital contribuiu para identificar lacunas entre posicionamento de marca e aplicação prática das estratégias. Segundo a comunicadora, a proposta da Agência Sacra surgiu para oferecer continuidade a esse processo.

“A gente começou a entender que as pessoas até sabiam o posicionamento delas, mas não sabiam o que fazer com isso”, afirmou.

Ela explicou que muitos empresários recebiam um diagnóstico de marca, mas não conseguiam transformar o material em ações concretas. “A ideia da Sacra surgiu justamente para dar esse caminho e essa continuidade.”

Ao falar sobre empresas que resistem ao digital, Rafaela destacou que a principal consequência é financeira. “O principal risco é perder dinheiro, é deixar dinheiro na mesa, é deixar potencial”, disse. Para ela, o digital deve ser encarado como complemento ao atendimento presencial.

A comunicadora avaliou que negócios que atuam nos canais digitais tendem a apresentar resultados mais consistentes. “Quando eu vejo uma empreendedora que vende no digital e uma que não vende ainda, a gente percebe diferença nos resultados financeiros”, declarou. Ela ressaltou que a presença online precisa estar associada a objetivos claros.

Rafaela também apontou a necessidade de compreender o comportamento da geração Z, que já está inserida no mercado consumidor. “Essa geração já trabalha, já compra e está hiperconectada”, afirmou. Segundo ela, empresas ainda subestimam esse público.

Na avaliação da entrevistada, as redes sociais deixaram de ser vitrines de produto para se tornarem espaços de relacionamento. “Hoje a gente fala que a rede social serve para entreter primeiro e depois vender”, disse. Ela acrescentou que marcas precisam aprender a se conectar antes de tentar converter em vendas.

Sobre a escolha de plataformas, Rafaela defendeu análise estratégica antes da definição de canais. “Tem que avaliar primeiro o produto, a marca e o que ela está se propondo a fazer, para depois entender qual canal digital faz mais sentido”, explicou. Ela citou o TikTok como exemplo de espaço com novas oportunidades.

A comunicadora comentou que muitas empresas buscam divulgação sem ter metas definidas. “Se eu quero vender mais através da minha rede social, eu preciso comunicar isso e traçar uma estratégia para esse objetivo”, afirmou. Para ela, alcance e engajamento não significam, necessariamente, resultado financeiro.

Rafaela destacou ainda que o estágio do negócio influencia as decisões de marketing. “Se a empresa está começando, primeiro ela precisa ser conhecida, criar marca e dar visibilidade”, disse. Só depois, segundo ela, é possível intensificar ações focadas em venda.

Ao orientar quem deseja iniciar no digital, a convidada apontou a importância da autoanálise. “Missão, visão, valores, propósito e essência precisam estar claros”, declarou. Ela afirmou que essas definições guiam toda a comunicação.

A entrevistada reforçou que identidade visual e discurso precisam ser coerentes com a personalidade do empreendedor. “Não adianta criar uma imagem bonita no digital que a pessoa não sustenta no presencial”, afirmou. Para ela, autenticidade é fator decisivo.

Rafaela também defendeu a inspiração como parte do processo, sem cópia. “A gente pode se inspirar, mas cada um precisa criar o seu próprio formato”, disse. Segundo ela, isso fortalece a construção de marca no longo prazo.

Por fim, a comunicadora ressaltou a importância da intencionalidade nas ações diárias. “Colocar intenção no que você faz, até nos detalhes, ajuda a reforçar a marca”, afirmou. Ela acrescentou que consistência e clareza são fundamentais para quem quer crescer no digital.

Assista à entrevista completa:

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