Canetas emagrecedoras eram camufladas em tereré e enviadas pelos Correios

Ações conjuntas da saúde e órgãos federais apreenderam mais de duas mil unidades irregulares, incluindo medicamentos sem registro, ocultos em encomendas postais

08 FEV 2026 Por Redação Jota FM 10h45

Uma operação de fiscalização em Mato Grosso do Sul desarticulou uma rota de envio ilegal de medicamentos por correspondência. As ações apreenderam 2.071 produtos irregulares entre os dias 2 e 4 deste mês. O material inclui canetas emagrecedoras, anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos.

Os produtos tinham origem no Paraguai e não possuíam registro na Anvisa. A comercialização ocorria sem documentação fiscal e fora das normas sanitárias. As apreensões ocorreram durante inspeções no fluxo postal.

As encomendas estavam disfarçadas em objetos comuns enviados pelos Correios. Os fiscais localizaram medicamentos ocultos em bolsas, copos térmicos e embalagens de alimentos. Também foram encontrados produtos camuflados em erva de tereré, óleos e materiais escolares.

A identificação ocorreu por meio de inspeção por raio-X. As remessas foram retidas por apresentarem irregularidades sanitárias. As condições de transporte e armazenamento também estavam inadequadas.

Parte dos medicamentos exige refrigeração entre 2 °C e 8 °C. Essa exigência não foi cumprida durante o envio postal. O descumprimento amplia o risco de danos à saúde dos consumidores.

A força-tarefa reúne Vigilância Sanitária Estadual, Anvisa, Correios e outros órgãos. O trabalho conta ainda com apoio do Conselho Regional de Farmácia e da vigilância em fronteiras. As ações intensivas devem seguir ao longo de todo o mês.

A fiscalização identificou o uso de embalagens sofisticadas para induzir confiança. Alguns produtos indicavam falsa procedência de países europeus. As substâncias não são reconhecidas ou aprovadas por agências reguladoras.

As autoridades alertam para riscos graves associados ao uso desses medicamentos. Entre os efeitos adversos estão pancreatite, insuficiência renal e superdosagem. O uso sem prescrição e acompanhamento médico amplia o perigo à saúde.

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