Concessão da Rota da Celulose prevê R$ 10 bilhões em rodovias estaduais

Contrato assinado pelo Estado garante obras, manutenção e operação de trechos estratégicos por 30 anos, com foco em capacidade, segurança viária e novas tecnologias

08 FEV 2026 Por Redação Jota FM 10h30

O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou a concessão da Rota da Celulose, com investimentos previstos de R$ 10,1 bilhões. O contrato transfere à iniciativa privada a recuperação, ampliação e operação de rodovias estratégicas do Estado. A concessão terá duração de 30 anos.

O sistema concedido abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. Também inclui segmentos das federais BR-262 e BR-267. Essas vias concentram o principal corredor logístico da cadeia da celulose.

Do total previsto, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras de capital. Outros R$ 3,2 bilhões cobrirão custos operacionais e de manutenção. O projeto foi estruturado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas do Estado.

O contrato estabelece um pacote amplo de intervenções físicas nas rodovias. Estão previstas duplicações, acostamentos contínuos, terceiras faixas e contornos urbanos. Também constam acessos, dispositivos viários e alargamento de pontes.

A concessão determina que todo o sistema terá acostamento em 100% da extensão. Serão implantadas novas infraestruturas, como viadutos, passarelas e pontes. O projeto inclui ainda passagens de fauna ao longo dos trechos concedidos.

A operação incorporará tecnologias de gestão e fiscalização do tráfego. O contrato prevê pedágio eletrônico em sistema free-flow e pesagem dinâmica de veículos. Câmeras de monitoramento e comunicação com usuários integrarão o sistema.

Antes da cobrança de pedágio, a concessionária deverá executar obras iniciais obrigatórias. O prazo para essa etapa é de até 12 meses após a assinatura do contrato. As intervenções envolvem pavimento, sinalização, drenagem e recuperação estrutural.

A concessão também prevê atendimento permanente aos usuários das rodovias. Serão implantados pontos de apoio, veículos de inspeção e postos de parada para caminhoneiros. A medida busca reduzir acidentes e melhorar as condições de circulação no corredor logístico.

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