Uma organização criminosa atuava para direcionar licitações e garantir contratos públicos previamente combinados em municípios de Mato Grosso do Sul, segundo o Ministério Público Estadual. O grupo, de acordo com a investigação, manipulava processos de contratação para beneficiar empresas ligadas ao esquema. Os contratos investigados se aproximam de R$ 9 milhões nos últimos três anos.
O Gaeco deflagrou nesta terça-feira (10) a operação Cartas Marcadas para desarticular o grupo. A ação cumpriu 46 mandados de busca e apreensão em seis municípios. A Justiça também determinou cinco afastamentos de cargos públicos.
A decisão judicial incluiu ainda 22 proibições de contratar com o Poder Público e três suspensões de contratos em vigor. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado. As diligências ocorreram em Aquidauana, Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos.
A investigação identificou núcleos estruturados de atuação em Corguinho e Rio Negro. Agentes políticos são apontados como articuladores centrais do esquema. Servidores públicos teriam sido cooptados para viabilizar as fraudes.
O grupo, segundo o Ministério Público, atuava desde contratações diretas para aquisição de materiais até obras públicas. Em alguns casos, as obras começavam antes mesmo da formalização contratual. O objetivo era assegurar que empresas previamente escolhidas fossem declaradas vencedoras.
Provas reunidas incluem dados extraídos de telefones celulares apreendidos em operações anteriores. O compartilhamento do material ocorreu mediante autorização judicial. As informações revelaram a dinâmica interna do grupo e a divisão de funções.
A operação recebeu apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. As equipes atuaram no cumprimento simultâneo das ordens judiciais. O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações.
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