Os moradores de Mato Grosso do Sul desembolsam mensalmente R$ 610 com contas de serviços essenciais como energia elétrica, água e internet. O valor coloca o estado na terceira posição nacional entre os maiores gastos dessa natureza. Apenas Mato Grosso e o Distrito Federal registram despesas superiores nessa categoria.
Os dados fazem parte de pesquisa divulgada pelo Serasa sobre o custo de vida no Brasil. O estudo foi realizado entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026. Ao todo, foram entrevistadas 6.063 pessoas em todo o país.
O custo de vida médio em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 3.330 mensais. O estado ocupa a 14ª posição no ranking nacional. O valor fica ligeiramente acima da média brasileira de R$ 3.520.
Compras de supermercado comprometem outra fatia importante do orçamento das famílias sul-mato-grossenses. A média mensal de gastos nessa categoria chega a R$ 970. Somadas, as despesas com alimentação em casa, contas básicas e moradia representam 60% do orçamento familiar.
Comer fora de casa também pesa no bolso dos moradores do estado. Mato Grosso do Sul registra o quinto maior custo do país em alimentação fora do lar. Os gastos médios mensais com restaurantes, lanchonetes e delivery alcançam R$ 280.
O economista Aldo Barrigosse avalia que a taxa básica de juros, mantida em 15%, reduz o poder de compra da população. "As famílias estão com bastante dificuldade de gerir a sua finança. Isso é reflexo também de que a gente tem quase 80% da população endividada no nosso país", afirma. Segundo ele, grande parte desses endividados já não consegue manter as contas em dia.
Nem todas as categorias de despesa ficam acima da média nacional. Serviços de cuidados pessoais custam em média R$ 110 mensais no estado. O valor coloca Mato Grosso do Sul na segunda posição entre os estados com menores gastos nesse setor.
Saúde e atividades físicas também apresentam custos relativamente baixos. A média mensal de R$ 280 coloca o estado na mesma segunda posição do ranking. Os valores contrastam com a média nacional de R$ 540 nessa categoria.
Para 2026, Barrigosse projeta melhora gradual no cenário econômico. "A gente tem uma expectativa de que o Banco Central comece a reduzir os juros", diz. Segundo o economista, a queda dos juros pode trazer alívio nos custos financeiros de famílias e empresas.
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