O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul iniciou a fase de preparação da Operação Pantanal 2026. A corporação revisa equipamentos e realiza treinamentos para o período de maior risco de incêndios florestais. A atuação abrange Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica no Estado.
As equipes passam por capacitação técnica e readequação de materiais. A corporação também testa novos equipamentos, como drones com sensor de calor para rastreamento térmico. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta em áreas de difícil acesso.
O subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental, major Eduardo Teixeira, afirmou que o período atual é de organização prévia. “Nesse momento de pré-temporada, nós fazemos a preparação, com foco em treinamento e capacitação dos militares, readequação dos materiais, para mais uma operação”, disse. Segundo ele, a meta é manter a tropa pronta para atuar nos meses mais críticos.
A manutenção envolve equipamentos da reserva técnica. Os materiais passam por revisão antes do início oficial da temporada. O capitão Samuel Pedrozo informou que os novos drones serão submetidos a testes operacionais antes do emprego em campo.
O planejamento inclui a reativação de bases avançadas no Pantanal. Essas estruturas permitem deslocamento mais rápido até focos de incêndio. A estratégia busca reduzir a área atingida pelas chamas.
As equipes também organizam brigadas em propriedades rurais. O treinamento envolve moradores e trabalhadores locais. A medida amplia a capacidade de resposta inicial em regiões afastadas.
O Corpo de Bombeiros prevê a realização de queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. A técnica consiste na queima controlada de material vegetal. A ação busca diminuir o volume de combustível disponível para incêndios de grandes proporções.
Em janeiro, focos de calor atingiram áreas próximas ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, à Serra da Bodoquena e à região do Nabileque. Incêndios também foram registrados no norte de Corumbá, próximo ao Rio Paraguai. A estiagem prolongada e a vegetação já recuperada de queimadas anteriores contribuíram para a propagação do fogo.
A corporação acompanha a influência do fenômeno El Niño sobre o regime de chuvas no Estado. O fenômeno pode provocar temperaturas mais altas e irregularidade nas precipitações. Esse cenário aumenta o risco de novos incêndios ao longo do ano.
O planejamento operacional prevê mobilização terrestre e aérea. As bases avançadas funcionarão como pontos estratégicos de apoio. O Corpo de Bombeiros informou que a estrutura será mantida ativa durante todo o período de maior risco ambiental.
ATENÇÃO MOTORISTAS Ponte do Rio Paraguai ficará fechada por 19 horas na BR-262 em Corumbá
Cidadania Congresso aprova exame obrigatório para médicos e proposta segue para sanção presidencial
O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA Dia do Médico
Campo Grande Vereadores articulam CPI para investigar tapa-buracos