Cestas básicas garantem apoio mensal a 20 mil famílias indígenas em MS

Programa estadual distribui alimentos em aldeias rurais de 27 municípios e atende comunidades que dependem do benefício para complementar a renda familiar

19 ABR 2026 Por Redação Jota FM 10h30

O Governo de Mato Grosso do Sul mantém a distribuição mensal de cestas alimentares para 20 mil famílias indígenas de 88 aldeias rurais em 27 municípios do Estado. A ação integra o programa Mais Social e busca garantir segurança alimentar para comunidades em situação de vulnerabilidade.

Entre os produtos entregues estão arroz, feijão, macarrão, leite em pó, óleo de soja, açúcar, sal, fubá, charque bovino, canjica amarela e erva de tereré.

Em Miranda, uma das cidades atendidas, 2.248 famílias indígenas recebem o benefício em nove aldeias. Na Aldeia Passarinho, a cesta ajuda no sustento de uma família com oito pessoas. A moradora de 35 anos conta que o marido trabalha como pedreiro, mas a renda não cobre todas as despesas da casa.

“Eu tenho seis filhos. O mais velho está com 15 anos e a menina mais nova tem seis anos. Só com o salário de pedreiro ia ficar difícil, né? Essa cesta é muito boa, os alimentos ajudam muito”, relatou.

Na Aldeia Moreira, também em Miranda, uma idosa de 90 anos depende da entrega mensal para manter a alimentação em casa. Viúva, ela mora com o neto adolescente e afirma que o benefício se tornou essencial no dia a dia. A filha ajuda no transporte dos mantimentos até a residência.

“Hoje só meu neto mora comigo. Eu cozinho e lavo roupa. E essa comida eu não ia ter se não fosse o governo”, afirmou.

O programa adota formatos diferentes para famílias da área urbana e rural. Nas cidades, o Mais Social oferece cartão de R$ 450 para compra exclusiva de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene. Já nas aldeias rurais, a entrega é feita diretamente com as cestas básicas, evitando o deslocamento das famílias até os centros urbanos.

Têm direito ao benefício famílias inscritas e com cadastro atualizado no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo. Também é exigida residência em Mato Grosso do Sul por pelo menos dois anos. O programa prioriza famílias com menor renda, chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou em situação de violência doméstica.

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