A suinocultura de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de cerca de 50% nos últimos três anos e recebeu mais de R$ 300 milhões em incentivos fiscais desde 2020. Os dados foram apresentados durante o 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura, realizado em Campo Grande.
Atualmente, o Estado abate aproximadamente 3,6 milhões de suínos por ano e amplia sua presença no mercado nacional e internacional. O setor é apontado como uma das cadeias produtivas de maior expansão dentro do agronegócio sul-mato-grossense.
Além dos incentivos fiscais, produtores tiveram acesso a quase R$ 2 bilhões em projetos financiados pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste nos últimos seis anos. Os recursos foram direcionados para investimentos em produção, modernização e ampliação da capacidade instalada.
O encontro reuniu produtores, lideranças e representantes de entidades ligadas à atividade. A pauta principal foi o fortalecimento da cadeia produtiva e a manutenção da competitividade diante da expansão do mercado.
Segundo dados apresentados no evento, Mato Grosso do Sul também projeta crescimento de 17% no agronegócio em 2025. A suinocultura acompanha esse avanço com aumento da tecnificação e da produção organizada no setor.
O presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores destacou que o apoio institucional tem sido decisivo para a expansão da atividade. Entre os fatores citados estão políticas de incentivo, acesso ao crédito e a estrutura sanitária mantida no Estado.
A política sanitária foi apontada como um dos diferenciais para ampliar mercados e garantir competitividade. O setor também aposta na industrialização e no fortalecimento das exportações como estratégia de crescimento.
Outro ponto discutido foi a logística de escoamento da produção. A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza em até 17 dias o tempo de transporte para mercados asiáticos, o que pode ampliar a presença da carne suína sul-mato-grossense no comércio exterior.
A produção também está inserida na meta estadual de crescimento com menor impacto ambiental. O governo mantém a proposta de neutralidade de carbono até 2030 e busca integrar expansão produtiva com preservação ambiental.
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