O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação “Rota Desviada” para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao transporte de universitários em Nova Alvorada do Sul.
A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais foram autorizadas durante investigação sobre crimes contra a administração pública.
As apurações são conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção, com apoio do Gaeco e da 1ª Promotoria de Justiça de Nova Alvorada do Sul. Segundo o Ministério Público, os investigados teriam utilizado a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas) para operacionalizar o esquema.
O foco da investigação é um termo de fomento firmado entre a entidade e a prefeitura para custear o transporte de estudantes do município.
De acordo com o MPMS, os recursos públicos teriam sido desviados por meio de transferências sucessivas que beneficiariam servidores públicos e integrantes do Legislativo municipal. A investigação aponta indícios de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Nova Alvorada do Sul e Dourados, além das cidades de Fernandópolis, em São Paulo, e Ituiutaba, em Minas Gerais. Equipes do Ministério Público recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações. O conteúdo apreendido passará por análise técnica.
Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência ao desvio da finalidade original dos recursos públicos. A verba investigada deveria ser utilizada exclusivamente para o transporte de universitários do município. A suspeita é de que parte dos valores tenha sido redirecionada ilegalmente para beneficiar agentes públicos.
A investigação continua para aprofundar a identificação dos envolvidos e dimensionar os prejuízos aos cofres públicos. Até o momento, o Ministério Público não informou valores que teriam sido desviados. Também não houve divulgação sobre pedidos de bloqueio de bens ou afastamento de servidores.
DIREITOS TRABALHISTAS Pedro Kemp comemora avanço pelo fim da escala 6x1
Ivinhema Invasão de moscas e larvas leva MPMS a investigar granja
DIREITOS HUMANOS Justiça reúne tribunais do Centro-Oeste em Campo Grande
EDUCAÇÃO Estudantes de Sidrolândia vencem olimpíada de robótica