Polícia avança nas investigações de ataque violento a servidor público de Deodápolis

A Polícia Civil de Deodápolis realizou, nesta semana, uma coletiva de imprensa para apresentar os avanços nas investigações sobre o grave crime que vitimou o professor Edinaldo, servidor público municipal

20 JAN 2026 Por Deni Silva 14h15

 De acordo com as informações divulgadas, o professor foi encontrado por um popular por volta das 9h da manhã de sábado, em uma edícula abandonada localizada na saída de Deodápolis, no sentido ao município de Ivinhema. A vítima apresentava ferimentos graves na região da cabeça e foi socorrida em estado crítico. Logo no início da coletiva, o delegado responsável pelo caso prestou solidariedade à família da vítima e reforçou o empenho das equipes desde as primeiras horas após a localização do professor.

Durante a coletiva, foi confirmado que, na manhã de segunda-feira, a Polícia Civil localizou o veículo da vítima na entrada do município de Ivinhema. O automóvel estava sem os quatro pneus, que também foram subtraídos. No local, foi realizado trabalho pericial, com coleta de aproximadamente 12 vestígios de impressões digitais no veículo. O material foi encaminhado para análise laboratorial e poderá contribuir para a identificação da autoria do crime.

A principal linha de investigação adotada pela Polícia Civil é a de latrocínio tentado, caracterizado como roubo seguido de morte que não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do autor ou autores. Segundo os investigadores, houve a subtração do veículo da vítima, o que reforça essa tipificação criminal. A polícia também apura se a retirada dos pneus foi praticada pelos mesmos autores do ataque ou se ocorreu posteriormente, por terceiros que se aproveitaram do veículo abandonado.

O local onde o professor foi encontrado chamou a atenção dos investigadores por se tratar de uma área afastada, desabitada e sem sistema de monitoramento por câmeras. A violência empregada também foi considerada extrema. No local, foi encontrada uma viga de madeira, que, segundo a polícia, pode ter sido utilizada para desferir os golpes que causaram os ferimentos na vítima.

Até o momento, a Polícia Civil confirmou oficialmente apenas a subtração do veículo e dos pneus. A carteira da vítima foi localizada dentro do automóvel, contendo documentos pessoais e cartões. Não há confirmação, até o momento, sobre subtração de dinheiro em espécie ou movimentações bancárias suspeitas.

As investigações apontam que o professor participou de uma confraternização na casa de amigos em Deodápolis durante a madrugada de sábado, permanecendo no local até aproximadamente 2h ou 3h da manhã. Ele teria saído sozinho. Todas as pessoas presentes no encontro já foram identificadas e ouvidas pela Polícia Civil. Até o momento, não há indícios de brigas ou desentendimentos no local. A Polícia Civil confirmou que o professor já havia sido vítima de um crime semelhante anteriormente. Os dois últimos casos de latrocínio tentado registrados no município teriam envolvido a mesma vítima, o que está sendo analisado como uma possível conexão, sem que nenhuma hipótese seja descartada.

Até o momento, não há suspeitos oficialmente apontados. A Polícia Civil segue com diversas frentes de investigação, incluindo análise de laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e outras diligências. A possível recuperação da vítima também é considerada fundamental para o avanço das investigações, já que seu depoimento poderá contribuir significativamente para a elucidação do caso.

O professor segue internado no Hospital da Vida, em Dourados. O estado de saúde é considerado estável, porém ele permanece inconsciente após passar por cirurgia de reparação craniana. Sobre rumores de possível violência sexual, a Polícia Civil informou que não há, até o momento, qualquer elemento técnico que confirme essa hipótese. A prioridade inicial foi o atendimento médico da vítima, e novas informações dependerão de exames periciais ou do relato do próprio professor.

Imagens de câmeras de segurança da Prefeitura de Deodápolis e de estabelecimentos comerciais estão sendo analisadas. Algumas não puderam ser verificadas imediatamente devido ao fechamento dos comércios no dia do crime. A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e que novas informações serão divulgadas assim que houver avanços concretos.

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