De acordo com os dados, a cidade registra 485 casos prováveis da doença e lidera o ranking estadual de incidência, com 2.353,3 casos para cada 100 mil habitantes — o maior índice do Estado
No cenário geral, Mato Grosso do Sul soma 3.058 casos prováveis de chikungunya em 2026, com 1.452 confirmações, seis mortes registradas e 21 gestantes diagnosticadas com a doença, conforme dados contabilizados até o dia 21 de março.
Após Dourados — município com maior número absoluto de casos —, o alerta se estende para cidades da região, com destaque para Fátima do Sul, que lidera proporcionalmente os índices da doença.
Na sequência do ranking de incidência aparecem os municípios de Jardim e Sete Quedas, com taxas superiores a mil casos por 100 mil habitantes.
Outras cidades também figuram em situação de alerta, como Vicentina, Selvíria, Corumbá, Antônio João, Guia Lopes da Laguna, Bonito e Água Clara.
Apesar de não liderar incidência, Dourados concentra o maior volume de notificações, com 553 casos prováveis, seguido por Fátima do Sul e Corumbá. Já Campo Grande apresenta baixa incidência, com apenas três casos prováveis.
Mortes e casos recentes:
Dos seis óbitos confirmados por chikungunya no Estado em 2026, cinco ocorreram em Dourados e um em Bonito.
Entre gestantes diagnosticadas com a doença, Dourados também lidera, com 11 casos, seguido por Fátima do Sul e Jardim, com três registros cada.
Já na análise dos últimos 14 dias, Sete Quedas passou a liderar a incidência recente, seguido por Jardim. Também aparecem com aumento de casos cidades como Figueirão, Amambai, Douradina, Paraíso das Águas, Batayporã e Costa Rica.
Classificação e alerta
Segundo a SES, a incidência é considerada:
• Baixa: abaixo de 100 casos por 100 mil habitantes
• Média: entre 100 e 300
• Alta: acima de 300
Dentro desse critério, Fátima do Sul lidera com ampla margem, reforçando o alerta para toda a região sul do Estado.
A maior parte das confirmações foi realizada por critério laboratorial, o que dá mais precisão aos dados apresentados.
Alerta regional
O avanço da chikungunya acende o sinal de atenção também para municípios do Vale do Ivinhema e região, reforçando a importância da prevenção e do combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti.



Foto divulgação/Carlos GuilhermeSecretaria Estadual de Saúde
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