Transporte universitário de Nova Alvorada do Sul será alvo de CPI por suspeita de sobrepreço

Com quatro assinaturas, CPI foi aprovada para apurar possível sobrepreço em contrato que passou de R$ 900 mil para R$ 2,4 milhões.

05 AGO 2026Por Deni Silva09h22
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Com assinatura de quatro dos 11 vereadores, a Câmara Municipal de Nova Alvorada do Sul aprovou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Para investigar o transporte público municipal de universitários, que já está na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O pedido de investigação parlamentar foi apresentado pela vereadora Andrea Fernandes Fim Morais (PSDB) e pelo vereador Rones Cezar Leal (PSDB), que endossaram a solicitação da Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (AEUNAS) para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Após a apresentação do pedido, os vereadores Roberto Duarte da Silva (Podemos) e Rodrigo Ortega Cardinay, conhecido como Rodrigo Cowboy, assinaram o requerimento. Com isso, deverão ser definidos a composição da CPI e os prazos para os trabalhos da comissão.

A investigação proposta busca apurar fato determinado relacionado ao Termo de Fomento nº 001/2026 e ao contrato de prestação de serviços de transporte universitário mantido com a empresa Anjos Transporte e Turismo Ltda.

No pedido, a vereadora e o vereador sustentam que o valor global do Termo de Fomento nº 001/2026 sofreu aumento superior a 160% em relação aos exercícios anteriores, passando de R$ 803.700,00, em 2023, e R$ 900.427,27, em 2024, para R$ 2.400.000,00, em 2026, sem justificativa técnica ou operacional aparente.

Outro ponto destacado na representação é a alegada expressiva desproporção entre o valor despendido pelo município e os valores praticados por municípios vizinhos de porte populacional igual ou superior, como Maracaju, Amambai e Jardim.

O documento também cita que o caso foi alvo de recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), determinando, de forma cautelar, a redução dos repasses e a retenção de eventual saldo por parte do município. Segundo a representação, a medida adotada pela gestão municipal foi a suspensão dos repasses, o que deixou os estudantes sem o transporte universitário.

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