Presidente da Apae torna público desvio de recursos na entidade

Ex-secretário acusado pode ter causado rombo de mais de R$ 100 mil

10 JAN 2018 Por Redação Jota FM 03h30

O presidente Gláucio Eidi, membros da diretoria e da entidade mantenedora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Sidrolândia, reuniu a imprensa na tarde de ontem (09) na sede da instituição, para trazer o posicionamento oficial da direção acerca das notícias de desvio de recursos destinados ao atendimento da entidade às crianças com deficiência intelectual e múltipla.

Entidade respeitada em todo o Estado pela estrutura física e profissional, que a coloca como uma das melhores do MS, a Apae de Sidrolândia vive um pesadelo que começou a ser desvendado em novembro, e que pode ter proporções ainda maiores.

Segundo a diretoria, a Apae sofreu um desfalque de um ex-funcionário lotado há anos na secretaria suspeito pela prática criminosa, de nome Glauciomar Oliveira da Silva.

Em princípio já teriam sido confirmados em torno de R$ 20 mil dos quais quase R$ 16 mil do produtor rural e ex-prefeito Ari Basso e o restante do produtor Daniel Silvério, mas a entidade mantenedora da Apae de Sidrolândia já projeta um rombo de mais de R$ 100 mil, ao mesmo tempo em que ouve rumores de mais de R$ 500 mil.

Estão sendo ouvidos benfeitores que costumam colaborar, com doações mensais, leilões e outras ações destinadas ao reforço financeiro do caixa, para a manutenção das atividades anuais. O objetivo é saber deles, se efetuaram repasses, que podem não ter sido depositados na conta apaeana.

Aproximadamente 170 alunos são atendidos pela escola da Apae, e além destes há outros que frequentam o CAEMS, serviço multidisciplinar de excelência a nível de Estado com profissionais competentes atuando durante o ano.

Os elogios às diretorias que passaram e à atual, aos educadores e trabalhadores nas diversas áreas, poderiam ser maiores, se o montante financeiro desfalcado fosse aplicado dentro da honrada instituição.  

Na entrevista, o presidente Gláucio cita o apoio total da Federação das Apaes do MS, inclusive de seu departamento jurídico.

Ministério Público e Polícia Civil já foram acionados pela direção. O funcionário suspeito foi afastado imediatamente.

A Apae assegura que os serviços oferecidos aos portadores de deficiência intelectual e múltipla vão continuar sem alterações, e inclusive com o calendário para 2018 mantido.

A novidade após o ocorrido, é que a movimentação financeira não será mais realizada dentro da Apae, mas sim pelo tesoureiro da entidade.

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