Tereza Cristina oficializa União Progressista e descarta aliança com o PT

Senadora reforça liderança da nova federação em MS e sinaliza oposição ao PT nas eleições de 2026.

30 ABR 2025 Por Evandro Silva 22h37

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) participou, na tarde desta terça-feira (29), em Brasília (DF), da oficialização da federação entre o Partido Progressistas (PP) e o União Brasil, que agora passam a formar a União Progressista (UP). O novo bloco político nasce com a promessa de fortalecer a centro-direita no cenário nacional e com metas bem definidas para as eleições de 2026, especialmente em Mato Grosso do Sul.

Responsável por comandar a nova federação no Estado, Tereza foi enfática ao afirmar que qualquer aproximação com o PT está fora dos planos da UP em MS, numa sinalização clara de oposição ao governo Lula e de distanciamento da base petista que hoje integra a gestão do governador Eduardo Riedel (PSDB).

“Nada disso vai adiantar se nós não tivermos um propósito, se nós não tivermos uma agenda para o País. Um Brasil sem escândalos de corrupção, um Brasil próspero que cresça com oportunidades para todos! Vida longa à nossa federação!”, declarou a senadora durante o evento de lançamento.

A parlamentar sul-mato-grossense reforçou que a criação da UP representa a formação de um “transatlântico”, em alusão à força política que a nova federação poderá ter no Congresso Nacional. Para ela, o desafio agora é garantir “bons timoneiros”, ou seja, lideranças capazes de conduzir a federação rumo à consolidação de uma agenda voltada à eficiência na gestão pública, segurança, geração de empregos e valorização do trabalho.

“Tenho muita esperança de que, com essa federação tão representativa, conseguiremos mudar os rumos do Brasil”, afirmou Tereza Cristina.

A oficialização da União Progressista também lança um novo capítulo nas disputas regionais, principalmente em Mato Grosso do Sul, onde a composição do governo estadual inclui nomes ligados ao PT. A postura de Tereza coloca pressão sobre o governador Riedel, que poderá enfrentar um cenário de reconfiguração de alianças políticas à medida que a UP se consolida como força competitiva no Estado.

A nova sigla, que manterá o número 11 nas urnas, pretende ser protagonista nas próximas eleições e já articula palanques regionais alinhados ao campo da centro-direita, com ênfase na gestão eficiente e na rejeição a partidos de esquerda.

 

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