Novo "Blocão" alcança metade dos deputados e deve herdar vaga na CCJR

Bloco liderado por Márcio Fernandes passa a ter 12 deputados e vai discutir indicação de nome para Comissão de Constituição, Justiça e Redação

24 FEV 2026 Por Mateus Adriano 21h12

O Bloco 1 passou a reunir 12 dos 24 deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A ampliação foi confirmada na sessão ordinária desta terça-feira (24). O grupo agora ocupa metade das cadeiras da Casa.

O deputado Márcio Fernandes (MDB) permanece na liderança do bloco. Ele informou que a nova composição amplia a representatividade e garante direito regimental a três vagas em comissões permanentes. O principal foco imediato é a indicação para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

A vaga na CCJR foi aberta após a saída de Neno Razuk (PL). Com a reconfiguração, o bloco pretende indicar um de seus integrantes para ocupar o posto. A definição deve ocorrer em reunião interna do grupo.

Antes da mudança, o bloco contava com oito parlamentares. Permanecem no grupo Antonio Vaz (Republicanos), Gerson Claro (PP), Junior Mochi (MDB), Londres Machado (PP), Pedrossian Neto (PSD), Professor Rinaldo Modesto (Podemos) e Renato Câmara (MDB), além do líder.

Passam a integrar o bloco Coronel David (PL), Neno Razuk (PL), Lídio Lopes (Patriota) e Lucas de Lima (sem partido).

Márcio Fernandes afirmou que a ampliação fortalece a atuação conjunta. “Nós tínhamos 8 membros e agora a gente passa a ter 12, metade da Assembleia Legislativa pertencendo ao bloco 1”, declarou. Ele acrescentou que o grupo votará de forma alinhada após discussões internas.

O deputado João Henrique Catan (PL) criticou a entrada de parlamentares do PL no bloco. Ele afirmou que a articulação pode reduzir o espaço do partido nas comissões. 

“O PL não pode perder o espaço nas comissões”, disse. Ele declarou que não participará do bloco caso a indicação não contemple o partido. A divergência expôs disputa interna sobre a ocupação da cadeira na CCJR

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