Sete pessoas foram condenadas por envolvimento em fraudes em licitações públicas no município de Sidrolândia. As sentenças, proferidas pela Vara Criminal local, resultam da operação Tromper, deflagrada em 2023 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) com apoio do Gaeco e Gecoc.
A investigação revelou que empresários e um servidor público integravam organização criminosa estruturada para simular concorrência em certames.
Empresas de fachada, documentos falsos e contratos direcionados eram usados para garantir a adjudicação dos serviços.
Os contratos envolviam poda de árvores, limpeza urbana, fornecimento de materiais escolares e sacos de lixo. O prejuízo aos cofres públicos superou R$ 20 milhões.
As penas aplicadas variam de 4 anos e 9 meses a 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão. O empresário apontado como líder do grupo recebeu a punição mais severa, por crimes como organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção.
A Justiça determinou ainda o ressarcimento de R$ 350 mil ao erário, a perda de bens obtidos ilicitamente e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. O servidor condenado também perdeu o cargo público.
A operação Tromper teve início em maio de 2023, com cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão. Documentos apreendidos comprovaram a montagem de propostas fraudulentas e execução informal de serviços por terceiros.
O nome “Tromper” significa “enganar” em francês, em referência à natureza do esquema. Parte da ação penal segue em andamento para réus que firmaram acordos de colaboração premiada.

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