Após sequência de crimes violentos Garras e GOI reforçam policiamento em Sidrolândia

Equipes especializadas ampliaram o patrulhamento e a presença policial nas ruas da cidade e chamaram a atenção na noite desta segunda-feira

22 SET 2026Por Dulce Maria10h30
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Equipes especializadas da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul realizaram uma operação de patrulhamento em Sidrolândia na noite desta segunda-feira (21). Policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI), que saíram de Campo Grande, circularam pelo município com o objetivo de ampliar a presença policial e inibir a atuação de grupos criminosos.

A mobilização ocorre em meio aos recentes homicídios, tentativas de homicídio e ataques a tiros registrados em diferentes regiões da cidade. Entre os locais que tiveram ocorrências estão os bairros Jatobá, Cascatinha e São Bento. A estratégia busca reforçar a segurança, especialmente em áreas consideradas mais sensíveis, e contribuir para a prevenção de novos episódios de violência.

O deslocamento das equipes também ocorre diante da estrutura limitada da Polícia Civil no município. Atualmente, a delegacia conta com 10 servidores entre eles três investigadores e dois delegados. A estimativa apresentada para atender à demanda local é de 15 investigadores, cinco escrivães e três delegados. Para uma eventual implantação de uma Delegacia da Mulher, seriam necessários mais dois delegados.

Em meio ao cenário de insegurança, um comerciante de Sidrolândia recebeu um áudio com ameaças e uma exigência de pagamento de R$ 500. Na gravação, o autor se apresenta como suposto integrante do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul e afirma que a cobrança seria uma “taxa de segurança” destinada a comerciantes.

O homem ameaça incendiar a conveniência caso o dinheiro não seja transferido até a meia-noite. Durante a mensagem, também menciona o Primeiro Comando da Capital (PCC) e afirma não temer a polícia ou outras organizações criminosas.

Conforme as informações apuradas, a tentativa de extorsão não tem relação com os homicídios, execuções e demais ataques investigados pela Polícia Civil no município. O episódio, no entanto, demonstra como a repercussão dos crimes recentes pode ser utilizada para intimidar vítimas e dar credibilidade a ameaças de criminosos.

Nesse tipo de golpe, os autores podem mencionar locais conhecidos, alegar que receberam denúncias contra a vítima e ameaçar atacar estabelecimentos comerciais ou residências. Em seguida, exigem transferências via Pix sob a promessa de que o pagamento evitaria uma suposta ação criminosa.

A recomendação é que as vítimas não realizem pagamentos, interrompam o contato com os autores e bloqueiem os números utilizados. Mensagens, gravações de áudio, telefones e informações sobre as chaves Pix devem ser preservados e apresentados à Polícia Civil, junto com o registro de boletim de ocorrência.

 

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