Secretários e assessor são afastados em meio à Operação Dirt Pix em Sidrolândia

Enelvo Felini Júnior, Cleyton Martins e Ademir Gabardo são investigados por suspeita de envolvimento no esquema apurado pela Operação Dirty Pix

07 OUT 2026Por Redação Jota FM19h15
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A Justiça determinou o afastamento cautelar, por 180 dias, de três integrantes da Prefeitura de Sidrolândia investigados na Operação Dirty Pix. A medida atinge Enelvo Iradi Felini Júnior, secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Cleyton Martins Teixeira, secretário de Agricultura e Abastecimento, e Ademir Gabardo, assessor da Secretaria de Desenvolvimento. Durante o período, os três também ficam impedidos de exercer atividades de gestão, administração ou chefia.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (7), mesmo dia em que o Ministério Público deflagrou a segunda fase da operação. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. A nova etapa da operação busca esclarecer a movimentação dos valores e a possível participação de agentes públicos e outras pessoas no esquema.

De acordo com o levantamento do Ministério Público, baseado na quebra de sigilos bancários, Enelvo Felini teria recebido R$ 20 mil por meio de uma transferência feita por Júlia Carla Nascimento. Ela é filha de Júlio César Alves da Silva, apontado pelos investigadores como representante comercial de empresas envolvidas na apuração. Os valores são tratados pela investigação como parte dos repasses suspeitos identificados no caso.

No caso de Ademir Gabardo, o levantamento aponta dois repasses relacionados à investigação. Um deles, de R$ 20 mil, teria sido feito por meio de Júlia Carla, enquanto outro, de R$ 5 mil, teria sido transferido diretamente por Júlio César. As movimentações foram identificadas pelos investigadores durante a análise dos dados bancários.

Cleyton Martins também aparece no levantamento financeiro da investigação. Segundo o Ministério Público, foram identificadas movimentações de R$ 20 mil e R$ 5 mil relacionadas ao ex-vereador. Os valores integram o conjunto de transferências analisadas pelos investigadores para identificar o destino dos recursos.

Ainda segundo a investigação, Júlio César Alves da Silva recebeu R$ 482,5 mil de empresas investigadas, apresentados como pagamentos de comissão pela representação comercial. Desse total, R$ 100 mil teriam sido posteriormente transferidos para a filha dele. Parte desse dinheiro teria sido usada em repasses que chegaram a agentes políticos investigados na operação.

A decisão que determinou os afastamentos foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande. Além de deixar temporariamente os cargos, os investigados não poderão exercer funções de gestão, administração ou chefia durante os 180 dias. A medida tem caráter cautelar e ocorre no curso das investigações.

A Operação Dirty Pix começou a apurar suspeitas relacionadas a recursos destinados à compra de equipamentos para o Hospital Dona Elmíria. Na primeira fase, o Ministério Público apontou possível desvio de R$ 5,4 milhões vinculados à aquisição de uma máquina de ressonância magnética e de uma autoclave. Na segunda fase, a investigação foi ampliada para outros convênios e contratos relacionados à unidade de saúde.

 

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