Sidrolândia inicia desapropriação de área avaliada em R$ 3,65 milhões para novo cemitério

Área de 6,7 hectares foi avaliada em R$ 3,65 milhões para implantação de novo cemitério, mas processo ainda depende de negociação com proprietários ou decisão judicial

13 OUT 2026Por Redação Jota FM13h47
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Sidrolândia iniciou os procedimentos para desapropriar um terreno destinado à construção de um novo cemitério municipal, diante da previsão de que o espaço atual suporte novos sepultamentos por apenas mais seis meses. A área fica na Avenida das Flores, na região da Chácara Santa Izabel, e tem aproximadamente 6,7 hectares. O valor total estimado para a desapropriação é de R$ 3,65 milhões.

A necessidade de uma nova estrutura está relacionada à redução dos espaços disponíveis no Cemitério Municipal São Sebastião, inaugurado em 1975. A área pretendida para o novo empreendimento foi declarada de utilidade pública por meio de dois decretos municipais publicados no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). As medidas foram assinadas em 5 de outubro e publicadas na quarta-feira (7).

Um dos decretos prevê a desapropriação de três hectares, com indenização estimada em R$ 1.492.802,79. O outro abrange uma área de 3,7269 hectares, avaliada em R$ 2.162.866,72. Somados, os terrenos totalizam 6,7269 hectares, com indenização prevista de R$ 3.655.669,51.

Os valores foram definidos pela Comissão Permanente de Avaliação de Bens Imóveis do município. Os proprietários deverão ser formalmente notificados e terão 15 dias para se manifestar sobre as quantias propostas pela Prefeitura. A desapropriação ainda depende do andamento desse procedimento e da definição sobre a indenização.

Caso não haja acordo com os proprietários, o município poderá recorrer à Justiça para dar continuidade ao processo. Entre as medidas possíveis estão o depósito judicial dos valores e o pedido de imissão na posse dos terrenos. Esses procedimentos podem permitir que a administração avance com a desapropriação, conforme a decisão judicial.

A declaração de utilidade pública representa uma etapa para viabilizar a implantação do novo cemitério, mas não significa que as obras estejam autorizadas a começar imediatamente. Até o momento, não foi divulgada uma previsão para o início da construção. Também não há informações oficiais sobre a capacidade de sepultamentos da futura estrutura ou o custo estimado das obras.

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