A 1ª Promotoria de Justiça de Inocência instaurou procedimento para apurar a situação dos animais de rua no município, após denúncias sobre a presença de cães com leishmaniose abandonados, o que representava risco à saúde da população. A investigação teve início a partir de relatos de moradores e imagens que mostravam animais doentes circulando livremente pela cidade.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram identificadas falhas na estrutura existente para o controle e manejo de cães e gatos, como a ausência de local adequado para acolhimento de animais e a falta de atendimento veterinário regular.
Uma moradora relatou que cães doentes acabavam sendo abandonados nas ruas devido à falta de recursos financeiros dos tutores para custear o tratamento. Ainda conforme os relatos, um cachorro com suspeita de leishmaniose foi encontrado morto, enquanto outros dois animais com sintomas da doença continuavam perambulando pela cidade.
O MPMS informou também que mais de 200 animais vinham sendo resgatados de forma precária por uma organização não governamental, mantida exclusivamente por doações voluntárias.
A Promotoria demonstrou preocupação com o crescimento populacional do município, que poderia contribuir para o aumento do número de animais abandonados e ampliar os riscos à saúde pública. Diante do cenário, novas providências foram requisitadas para reduzir os riscos sanitários e melhorar as condições de bem-estar animal.

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