Equipes de saúde percorreram prédios públicos e áreas externas do Parque dos Poderes, em Campo Grande, para orientar servidores sobre medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti. A mobilização teve foco na eliminação de possíveis criadouros e na identificação de situações de risco dentro e fora dos ambientes de trabalho.
A atividade reuniu agentes comunitários de endemias da Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio da administração do Parque. As equipes visitaram setores administrativos, pátios e áreas de mata, onde o acúmulo de resíduos descartados irregularmente foi apontado como ponto crítico para proliferação do mosquito.
Os agentes chamaram atenção para recipientes com água parada e para o uso e abandono de copos descartáveis, considerados um dos principais criadouros encontrados em espaços internos. Apesar da manutenção regular do Parque, pequenos resíduos lançados no entorno seguem como desafio para o controle do vetor.
A coordenação estadual de Controle de Vetores destacou que o combate ao mosquito exige rotina contínua e responsabilidade compartilhada. Segundo os técnicos, a circulação diária de servidores e visitantes aumenta a necessidade de vigilância permanente no complexo administrativo.
O alerta ocorre em um cenário epidemiológico que inspira preocupação. Campo Grande registrou queda na positividade para dengue neste ano, mas os casos de chikungunya cresceram de 73 para 312. No Estado, os registros da doença ultrapassam sete mil, com ocorrências distribuídas por diversas regiões.
Profissionais da vigilância municipal reforçaram a importância do trabalho dos agentes que atuam nas ruas e nas visitas domiciliares. A orientação é que as equipes mantenham acesso constante às informações atualizadas sobre dengue e chikungunya para repassar aos moradores.
Com a previsão de chuvas mais intensas e altas temperaturas nos próximos meses, novas ações estão programadas para dezembro, janeiro e fevereiro, incluindo mutirões em bairros da Capital. A recomendação central é eliminar qualquer objeto que possa acumular água. Um único copo descartável pode armazenar ovos do mosquito, que em alguns casos já nascem infectados.
A mobilização também contou com a participação de representantes da vigilância municipal e da administração do Parque, que acompanharam as visitas. Técnicos reforçaram que o cuidado adotado nos órgãos públicos deve ser replicado nas residências para fortalecer a rede de prevenção.
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