O comércio de Campo Grande deve registrar crescimento de 7,5% nas vendas para o Dia das Mães deste ano. A estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) aponta que a data deve movimentar cerca de R$ 150 milhões na economia local, reforçando o período como um dos mais importantes para o varejo no primeiro semestre.
A projeção foi feita com base em pesquisa de intenção de compras realizada entre os dias 10 e 15 de abril com 280 consumidores das sete regiões da Capital. O levantamento também identificou mudanças no comportamento de consumo e aumento da preocupação com o endividamento das famílias.
Segundo os dados, o ticket médio por presente deve ficar entre R$ 250 e R$ 300. Os setores com maior expectativa de vendas são moda e vestuário, cosméticos, estética e gastronomia voltada para experiências mais personalizadas, como refeições à la carte e porções menores.
A pesquisa mostra que 32% dos entrevistados afirmaram que as mães estão realizando algum tratamento de saúde ou obesidade. Dentro desse grupo, 24% relataram o uso de suporte medicamentoso, cenário que tem alterado a forma de consumo e reduzido a procura por modelos tradicionais de celebração.
Com isso, parte do orçamento que antes era direcionado para restaurantes, rodízios e refeições em grande volume passou a ser destinada para autocuidado, renovação de guarda-roupa e perfumaria. “Estamos vendo uma mãe em plena transição de hábitos. A oportunidade agora está na autoestima e na experiência personalizada”, afirmou Antônio Silva, economista e analista de mercado da CDL Campo Grande.
Outro ponto de atenção levantado pela entidade é o nível de endividamento da população. O estudo indica que 71% da população economicamente ativa de Campo Grande possui algum tipo de dívida, o que exige maior cautela por parte dos lojistas na concessão de crédito.
A preferência dos consumidores tem sido por parcelamentos curtos, entre três e quatro vezes, além do uso crescente do Pix em troca de descontos. “Com 7 em cada 10 clientes endividados, não há espaço para amadorismo”, disse Adelaido Figueiredo, presidente da CDL Campo Grande, ao defender consultas ao SPC Brasil e maior controle sobre o crediário.
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