O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande (Sisep), André Brandão, afirmou que cerca de 80 mil buracos foram tapados desde que assumiu a pasta, em junho, e que os trabalhos continuam nas sete regiões da Capital. Segundo ele, os reparos realizados no período correspondem a aproximadamente 150 mil metros quadrados de pavimento.
As informações foram apresentadas à imprensa nesta terça-feira (20), depois que um tumulto encerrou a sessão da Câmara em que o secretário prestaria esclarecimentos sobre o serviço.
Brandão afirmou que 12 equipes estão mobilizadas e que Campo Grande possui cerca de 3.200 quilômetros de vias asfaltadas, dos quais 1.700 quilômetros têm mais de 30 anos. Ele citou o manual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), segundo o qual a vida útil do asfalto é de oito a dez anos, e afirmou que as chuvas agravam os danos. A estratégia da secretaria é estabilizar os reparos emergenciais antes de avançar com o recapeamento das vias.
Sobre o volume de trabalho desde que assumiu a secretaria, Brandão afirmou que as equipes já recuperaram 150 mil metros quadrados de pavimento. “São cerca de 80 mil buracos tapados nesse período”, declarou. O secretário disse que a atuação está distribuída pelas sete regiões de Campo Grande, com o objetivo de melhorar as condições de circulação.
O titular da Sisep reconheceu que a situação das ruas continua difícil e atribuiu parte do problema ao envelhecimento da malha viária. “Os buracos que nós estamos tapando não é uma situação que aconteceu há dois meses, há três meses”, afirmou. Segundo ele, a deterioração do asfalto é um problema acumulado ao longo dos anos e exige ações que vão além dos reparos pontuais.
A secretaria também pretende avançar no recapeamento, mas não apresentou uma data para o início dessa etapa. Brandão disse que já existem contratos licitados para atender às sete regiões da cidade, mas condicionou o avanço dessas frentes à estabilização do tapa-buracos. “Após a estabilização dessa questão da operação do tapa-buracos, nós possamos entrar também com frente de recapeamento”, afirmou.
As declarações foram dadas em meio à mobilização da Câmara para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o serviço. O requerimento reúne 28 assinaturas, segundo o presidente da Casa, Papy, e o vereador Beto Avelar é o único que ainda não havia assinado, mas deverá aderir, conforme informou o presidente. A comissão ainda precisa cumprir os procedimentos regimentais para sua formalização.
Brandão afirmou que respeita a iniciativa dos vereadores e que o Executivo fornecerá os documentos solicitados durante a investigação. “A CPI, eu vejo, que ela veio também para colaborar nessa linha e nessa esteira”, declarou, ao citar a atuação do Ministério Público e uma auditoria da Controladoria-Geral do Município (CGM).
O secretário também mencionou a investigação relacionada à Operação Buracos Sem Fim, realizada em maio, e afirmou que a apuração parlamentar deverá analisar informações de períodos anteriores.
O secretário defendeu que a investigação considere o histórico da manutenção das vias, e não apenas o período recente. “É uma CPI que vai ter que pegar todos os dados para trás, levantar toda a situação, fazer realmente uma investigação minuciosa”, afirmou.
Brandão acrescentou que a gestão municipal seguirá trabalhando para ampliar os reparos e melhorar as condições do asfalto, enquanto os vereadores avançam com a apuração sobre os contratos e a execução dos serviços.
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