No ano em que completa 127 anos, Campo Grande já soma R$ 460,5 milhões em propostas de investimentos privados apresentadas em 2026 por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes).
Os projetos em análise pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) preveem a criação imediata de 265 empregos diretos, além dos impactos indiretos em setores como serviços, construção civil e transporte.
As propostas que estão em tramitação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semades) abrangem diferentes segmentos da indústria e do comércio.
Entre os empreendimentos com processos de incentivo abertos na Capital estão uma planta destinada à produção de hidrogênio verde e e-metanol, um grupo do setor de panificação e um centro de distribuição de medicamentos.
Grandes projetos podem movimentar até R$ 120 milhões
Levantamentos técnicos realizados pela Semades apontam que apenas dois dos maiores empreendimentos atualmente em análise têm potencial para movimentar entre R$ 43 milhões e R$ 120 milhões por ano na economia de Campo Grande.
A estimativa considera, entre outros fatores, a contratação de fornecedores e prestadores de serviços locais.
A circulação desses recursos também poderá ampliar a arrecadação municipal. Segundo as projeções, o movimento econômico gerado pelos empreendimentos pode representar um incremento de R$ 5 milhões a R$ 16 milhões por ano em receitas tributárias indiretas para o município.
Empresas precisam cumprir contrapartidas
A concessão dos benefícios previstos pelo Prodes, que pode incluir doação de lotes em polos empresariais e isenções de impostos, está condicionada ao cumprimento de uma série de obrigações legais.
Para ter acesso aos incentivos, as empresas precisam comprovar o cumprimento do cronograma de obras, os valores efetivamente investidos e a manutenção dos postos de trabalho previstos nos projetos.
A destinação de áreas nos polos industriais passa inicialmente por análise técnica da Prefeitura e, posteriormente, pela aprovação do Codecon.
Depois dessas etapas, os projetos de doação de áreas e concessão dos incentivos ainda precisam ser encaminhados à Câmara Municipal de Campo Grande, responsável pela autorização final.
A expectativa é que os investimentos contribuam para ampliar a atividade econômica, gerar empregos e fortalecer a arrecadação, ao mesmo tempo em que diversificam a base produtiva da Capital.

Processos em análise no Prodes preveem vagas diretasDivulgação
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