A colheita do milho segunda safra ganhou ritmo em Mato Grosso do Sul e já ultrapassou a marca de 1 milhão de hectares retirados do campo. Até sexta-feira (7), produtores haviam concluído os trabalhos em 49% da área cultivada, segundo levantamento divulgado pela Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul).
O avanço foi de 11,7 pontos percentuais em apenas uma semana. No levantamento anterior, divulgado com dados até 31 de julho, a colheita alcançava 37,3% da área.
Em números absolutos, o avanço representa aproximadamente 257 mil hectares colhidos em uma semana, fazendo o total passar de cerca de 823 mil para 1,08 milhão de hectares.
Apesar da aceleração dos trabalhos, o ritmo ainda está abaixo do registrado na segunda safra de 2024/2025. A diferença aumentou de 5,4 para 6,4 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior.
Norte lidera avanço da colheita
Entre as regiões de Mato Grosso do Sul, o norte do estado passou a apresentar o maior percentual de área colhida, com 60,1% dos trabalhos concluídos.
A região central aparece na sequência, com 48,3%, enquanto a região sul soma 47,4%.
Na semana anterior, os índices eram de 37,5% no norte, 33,1% na região central e 38,6% no sul.
O resultado mostra que o avanço foi mais intenso no norte, onde a proporção de área colhida aumentou 22,6 pontos percentuais em uma semana.
Condição das lavouras apresenta leve piora
O boletim também aponta uma pequena deterioração na avaliação das lavouras de milho em relação ao levantamento anterior.
Do total plantado, 69% das áreas estão em boas condições, enquanto 19,7% são consideradas regulares e 11,3% estão classificadas como ruins.
Na semana anterior, 71% das lavouras eram avaliadas como boas, 17,9% como regulares e 11,1% como ruins.
Em área, isso representa aproximadamente:
- 1,523 milhão de hectares em boas condições;
- 433,9 mil hectares em condição regular;
- 248,9 mil hectares classificados como ruins.
Nordeste tem melhor cenário
A região nordeste apresenta a situação mais favorável entre as áreas avaliadas. Segundo a Aprosoja-MS, 96,7% das lavouras estão em boas condições, enquanto apenas 1,6% são consideradas ruins.
O cenário mais desfavorável aparece na região centro, onde 57,9% das lavouras estão em boas condições e 23,8% foram classificadas como ruins.
Na região sul-fronteira, 62,3% das áreas são consideradas boas, 20% regulares e 17,7% ruins.
Preço do milho tem leve alta
No mercado estadual, a saca de 60 quilos de milho terminou a segunda-feira (10) cotada, em média, a R$ 49,17.
O preço representa uma alta de 0,34% no período analisado pelo boletim.
Entre os municípios pesquisados, Maracaju apresentou a maior variação positiva. A cotação passou de R$ 49 para R$ 50, alta de 2,04%.
Em Campo Grande, o preço médio permaneceu em R$ 49, enquanto Dourados registrou cotação de R$ 50 por saca.
Com a colheita avançando em diferentes regiões, produtores seguem acompanhando tanto as condições das lavouras que ainda permanecem no campo quanto o comportamento dos preços durante o período de maior oferta do cereal.

Colheita do milho no MSDivulgação
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