A Espanha voltou ao topo do futebol mundial neste domingo (19) ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistar seu segundo título de Copa do Mundo. A decisão foi disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, e teve Ferran Torres como autor do gol que definiu a final no tempo extra, após empate sem gols nos 90 minutos.
O título recoloca a seleção espanhola entre as campeãs do torneio 16 anos depois da conquista de 2010 e encerra a campanha com uma vitória construída a partir do domínio do jogo durante quase toda a decisão. Diante de uma Argentina mais recuada, a equipe europeia teve mais posse de bola, controlou o ritmo da partida, criou as principais oportunidades e só encontrou o gol depois de mais de 100 minutos de insistência.
Desde o início, a Espanha assumiu o controle das ações. No primeiro tempo, manteve a bola no campo de ataque, trocou passes com paciência e cercou a área argentina, embora sem a agressividade necessária para transformar o volume em vantagem no placar. Ainda assim, criou as melhores chances da etapa inicial, com Yamal, Oyarzabal e Cucurella, enquanto a Argentina não conseguiu finalizar uma única vez nos primeiros 45 minutos.
A equipe comandada por Lionel Scaloni apostou em uma postura defensiva e concentrou esforços em bloquear as investidas espanholas, principalmente pelo lado direito do ataque rival. A estratégia segurou o empate por boa parte da partida, mas exigiu atuação destacada do goleiro Dibu Martínez e forte participação da linha defensiva, com destaque para Lisandro Martínez, que saiu lesionado no fim da etapa inicial e foi substituído por Otamendi.
No intervalo, Scaloni mexeu na formação e recolocou Paredes no meio-campo, desfazendo a escolha inicial que havia levado Nico González ao time para tentar conter Yamal. A mudança, porém, não alterou o panorama do jogo. A Espanha seguiu empurrando a Argentina para trás, manteve o domínio territorial e ampliou a pressão no segundo tempo.
Com mais de 500 passes trocados e mais de dez finalizações, a seleção espanhola acumulou chegadas perigosas, mas voltou a esbarrar em Dibu Martínez. O goleiro argentino apareceu em cabeceios de Ferran Torres e Laporte, além de defesas em chutes de Dani Olmo e Pau Cubarsí. Quando o arqueiro não precisou agir, a Espanha pecou nas conclusões para fora, como em tentativas de Ferran e Rodri.
A Argentina, por sua vez, pouco produziu ofensivamente. Ao longo dos 90 minutos, não exigiu defesa de Unai Simón e terminou o tempo regulamentar sem força no ataque. Além da dificuldade para construir jogadas, a seleção sul-americana também abusou das faltas. Duas delas renderam cartões amarelos e culminaram na expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos.
Mesmo com um jogador a menos, a Argentina ainda contou com Dibu Martínez para adiar o gol espanhol. No fim do segundo tempo, o goleiro voltou a aparecer com destaque e evitou o que seria um golaço de falta de Yamal, ao espalmar uma cobrança no canto esquerdo.
A pressão da Espanha continuou na prorrogação. O roteiro foi mantido, com a seleção europeia no ataque diante de uma Argentina fragilizada, recuada e em inferioridade numérica. A rede até balançou com Nico Williams no primeiro tempo extra, mas o árbitro esloveno Slavko Vincic assinalou falta em Otamendi antes da conclusão.
O gol decisivo saiu aos 105 minutos. Depois de mais uma chegada espanhola, Nico Williams ajeitou de cabeça para Ferran Torres, que finalizou com força para marcar e colocar a Espanha em vantagem. O atacante, que havia entrado no segundo tempo, acabou como personagem central da decisão ao aparecer no momento em que a equipe mais precisava transformar domínio em resultado.
Só depois de sofrer o gol a Argentina tentou reagir de maneira mais agressiva. Na base da pressão e sem muita organização, criou três chances nos minutos finais da prorrogação, mas não conseguiu igualar o placar. O tempo já era curto demais para buscar a reação, e a taça mudou de mãos.
A conquista premia uma seleção que manteve o estilo de posse de bola característico do futebol espanhol, mas com mais velocidade e verticalidade. A equipe dirigida por Luis de la Fuente chegou ao título apoiada em um projeto da Real Federação Espanhola de Futebol que integrou categorias de base e equipe principal, processo do qual o treinador participou desde 2013, após passagens pelas divisões inferiores do Sevilla e pela academia do Athletic Bilbao.
Antes de chegar à seleção principal, De la Fuente comandou as equipes sub-19, sub-21 e olímpica da Espanha. Nesse caminho, perdeu a final olímpica de Tóquio para o Brasil, mas conquistou a Eurocopa de 2024 e ajudou no desenvolvimento de nomes que estiveram na campanha do título mundial, como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino.
Na campanha até a taça, a Espanha eliminou Portugal, de Cristiano Ronaldo, nas oitavas de final, passou pela França, apontada como favorita, nas semifinais, e impediu agora o bicampeonato da Argentina de Lionel Messi. O camisa 10 encerra a trajetória em Copas com um título e dois vice-campeonatos em seis participações.
A final deste domingo reuniu 80 mil torcedores e teve nomes conhecidos do futebol nas arquibancadas, entre eles Ronaldinho, Ronaldo, Xavi e Iniesta. No fim, a festa foi espanhola. Com um futebol mais propositivo durante toda a decisão, a Espanha encontrou o gol na prorrogação, venceu por 1 a 0 e retomou o lugar mais alto do futebol mundial depois de 16 anos.

A Espanha voltou ao topo do futebol mundial neste domingo (19) ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistar seu segundo título de Copa do Mundo. A decisão foi disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, e teve Ferran Torres como autorDivulgação
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