Luis Carlos Pompeu encerra trajetória de 36 anos no TJMS

Aposentadoria marca despedida de carreira construída com dedicação

18 AGO 2026Por Secretaria de Comunicação -07h32
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Toda trajetória começa com uma escolha. Em 1988, após concluir a graduação em Economia, Luis Carlos Pompeu foi aprovado em dois concursos públicos e precisou decidir entre seguir carreira como economista no Detran ou ingressar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Optou pelo Judiciário, atraído pelas perspectivas profissionais daquele momento.

A escolha deu início a uma trajetória de quase 36 anos, marcada não apenas pelos cargos ocupados, mas principalmente pelas relações de confiança construídas ao longo da carreira. A aposentadoria de Luis Carlos foi publicada no Diário da Justiça em 7 de agosto, encerrando oficialmente seu ciclo no Tribunal.

O primeiro capítulo dessa história foi na Secretaria de Finanças, durante um dos períodos mais difíceis da economia brasileira. Em meio à hiperinflação e às constantes mudanças de moeda, o trabalho exigia precisão e atenção. Sem computadores, os cálculos eram realizados manualmente, em calculadoras, e qualquer diferença de centavos poderia representar horas de conferência.

Poucos anos depois, Luis Carlos acompanhou uma das principais transformações tecnológicas do Judiciário. Na Secretaria Judiciária, testemunhou a chegada dos primeiros computadores e, posteriormente, a implantação do Sistema SAJ, que trouxe mais agilidade à tramitação dos processos e reduziu tarefas repetitivas.

Para ele, porém, nenhuma tecnologia substitui o comprometimento das pessoas. E são justamente as relações construídas durante a carreira que estão entre as principais lembranças de sua trajetória.

Uma dessas referências é Sandra Mara, sua chefe nos primeiros anos no Tribunal. Anos depois, já na Secretaria de Gestão de Pessoas, ela o convidou para integrar a equipe responsável pelas avaliações de estágio probatório. O convite representou, para Luis Carlos, o reconhecimento de um trabalho construído ao longo de décadas.

Em 2019, durante uma reestruturação administrativa, deixou oficialmente a função de coordenador. Mesmo sem a designação formal, decidiu permanecer junto à equipe da Secretaria de Gestão de Pessoas, contribuindo para a continuidade das atividades.

Quatro anos depois, em 2023, a coordenadoria foi recriada e Luis Carlos voltou a ocupar oficialmente a função, por iniciativa da então diretora Fabiana Ricartes. Para ele, o retorno representou mais uma demonstração de confiança e reconhecimento pela dedicação ao serviço público.

A dedicação à carreira também esteve diretamente ligada à vida familiar. Casado e pai de três filhos, Luis Carlos considera que sua principal conquista no Judiciário não foi um cargo ou promoção, mas a possibilidade de investir na educação da família.

A estabilidade proporcionada pela carreira permitiu acompanhar os três filhos até a conclusão do ensino superior e a entrada no mercado de trabalho. Uma das filhas seguiu seus passos e atualmente também trabalha no TJMS.

“A maior herança que um pai pode deixar aos filhos é o estudo”, afirma.

Ao encerrar sua trajetória no Tribunal, Luis Carlos deixa a instituição com sentimento de missão cumprida. Ele agradece aos colegas, gestores e profissionais que confiaram em seu trabalho ao longo dos anos e destaca as oportunidades que recebeu durante a carreira.

Aos servidores que permanecem no TJMS, deixa um conselho baseado na própria experiência: estudar continuamente, trabalhar com dedicação e manter o compromisso com o serviço público.

“Quando você trabalha com responsabilidade, esse esforço acaba sendo reconhecido.”

Aos 60 anos, depois de quase quatro décadas dedicadas ao Judiciário sul-mato-grossense, Luis Carlos agora pretende aproveitar uma rotina diferente. Entre os primeiros planos está viajar e conhecer o Brasil de norte a sul, sem pressa e aproveitando cada destino.

Mais adiante, considera voltar aos estudos, especialmente nas áreas de informática ou mercado financeiro. Para quem transformou dedicação e comprometimento em marcas de sua trajetória, a aposentadoria não representa um ponto final, mas o começo de um novo capítulo.

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