Neno Razuk é preso na Bolívia após quase um mês foragido da Justiça

Investigado na Operação Successione, ex-parlamentar foi localizado e entregue à Polícia Federal na fronteira com Mato Grosso do Sul

03 AGO 2026Por Redação Jota FM14h31
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O ex-deputado estadual Neno Razuk foi preso após permanecer quase um mês foragido da Justiça. Ele foi localizado na Bolívia, onde estava em situação migratória irregular, e entregue à Polícia Federal na madrugada desta segunda-feira (3), em Corumbá. O político era considerado foragido desde o dia 8 de julho.

A prisão ocorreu depois que autoridades bolivianas identificaram a permanência irregular do ex-parlamentar no país vizinho. Após a detenção, ele foi levado até a linha internacional e repassado à Polícia Federal brasileira. Em seguida, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Corumbá.

Até a publicação desta reportagem, ainda não havia definição sobre a transferência de Neno Razuk para Campo Grande. A defesa informou que acompanha o caso e aguarda informações da Polícia Federal sobre os próximos procedimentos. O ex-deputado permanecerá sob custódia da corporação.

Neno Razuk é investigado em desdobramentos da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Ele foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria da sentença em liberdade.

A condição de foragido foi decretada no início de julho. Na semana passada, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome do ex-deputado na lista de Difusão Vermelha da Interpol, embora o procedimento ainda não tivesse sido concluído quando ele foi localizado na Bolívia.

Além da condenação, Neno Razuk também responde a outra ação penal relacionada à quarta fase da Operação Successione. A investigação apura crimes como organização criminosa, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro e contravenção ligada à exploração de jogos de azar. A prisão encerra quase um mês de buscas pelo ex-parlamentar.

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