Papy cobra ação emergencial contra buracos e critica Prefeitura

Presidente da Câmara defende mais equipes, trabalho noturno e operações aos fins de semana

13 OUT 2026Por Assessoria 12h56
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O avanço dos buracos nas ruas de Campo Grande levou o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, a cobrar medidas emergenciais da Prefeitura. Durante a sessão ordinária desta terça-feira (13), o parlamentar demonstrou insatisfação com os resultados das operações de tapa-buracos e alertou para o agravamento do problema com a chegada do período de chuvas.

“Ninguém aguenta mais os buracos da cidade”, declarou Papy ao defender uma resposta mais efetiva do Executivo municipal. Para o vereador, as ações realizadas até agora não acompanham a dimensão do problema, que afeta motoristas, motociclistas, ciclistas e moradores que dependem das vias públicas diariamente.

A cobrança também foi direcionada ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, que compareceu à Câmara em 23 de junho para discutir a situação. Segundo Papy, desde aquela reunião, as medidas adotadas não foram suficientes para conter o surgimento de novos buracos e melhorar as condições de circulação na Capital.

Vereador propõe ampliar equipes e criar terceiro turno

Entre as medidas defendidas pelo presidente da Câmara está a ampliação das equipes de manutenção, com a criação de um terceiro turno de trabalho. A proposta prevê serviços durante a noite e aos fins de semana, numa tentativa de acelerar os reparos e alcançar mais bairros.

“Estamos atrasados e perdendo essa guerra para os buracos, ainda mais com a chegada da temporada de chuvas”, alertou o parlamentar.

A preocupação envolve a possibilidade de agravamento das condições do asfalto com as precipitações. Quando a água se acumula em fissuras e áreas danificadas, a deterioração do pavimento pode avançar, aumentando a necessidade de intervenções e os riscos para quem trafega pelas ruas.

Papy também apresentou um dado para dimensionar a cobrança política sobre o Executivo: somente no primeiro semestre, os vereadores encaminharam 9 mil indicações relacionadas a serviços de tapa-buracos.

Câmara questiona resultados das cobranças

Para o presidente do Legislativo, o volume de solicitações demonstra que o problema exige uma resposta mais consistente da administração municipal. Ele questionou a efetividade dos instrumentos utilizados pela Câmara para cobrar providências, citando indicações parlamentares, requerimentos, debates e convocações de secretários.

“A indicação não está dando certo, nem requerimentos, nem convocação de secretário. Então, qual instrumento nós temos para cobrar o secretário para que ele solucione essa situação?”, questionou.

O vereador também mencionou dificuldades operacionais que, segundo informações recebidas, envolvem a necessidade de empresas alugarem maquinários para executar os serviços. Diante desse cenário, defendeu que a Prefeitura avalie as condições de trabalho e amplie a capacidade de atendimento das equipes nas ruas.

“É preciso pôr os times nas ruas e encher a cidade com equipes de tapa-buracos. A solução exige atitudes urgentes”, afirmou.

Pressão por resultados antes do período de chuvas

Ao encerrar a cobrança, Papy reforçou que a Câmara continuará fiscalizando as ações da Prefeitura e buscando alternativas para pressionar o Executivo a apresentar resultados. O parlamentar defendeu que a administração municipal reveja as estratégias adotadas e priorize a recuperação das vias públicas.

A cobrança coloca em evidência o desafio da manutenção urbana em Campo Grande, especialmente diante da necessidade de reparar o pavimento antes que as chuvas intensifiquem os danos existentes.

Para a população, a expectativa é que as medidas anunciadas se traduzam em equipes nas ruas, serviços contínuos e recuperação efetiva dos trechos mais comprometidos. Até que isso ocorra, a situação dos buracos permanece no centro das cobranças do Legislativo municipal.

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