PF investiga origem de denúncia após laudo descartar cocaína em carga de madeira

Exames periciais concluíram que material apreendido entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso não continha drogas; investigação agora busca identificar quem motivou a operação

27 JUL 2026Por Redação Jota FM14h23
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A Polícia Federal passou a investigar a origem da informação que levou à apreensão de cerca de 260 toneladas de madeira entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, após laudos periciais descartarem a presença de cocaína na carga. A suspeita inicial apontava que o material poderia esconder o que seria a maior apreensão da droga já registrada no país.

A nova fase da investigação busca identificar quem produziu ou repassou a denúncia que deu origem à operação. Os investigadores também apuram como a informação chegou às autoridades e se houve erro, manipulação ou outro interesse por trás da falsa suspeita.

O caso teve início em junho, quando oito caminhões que transportavam madeira da Bolívia foram interceptados. A suspeita era de que a carga estivesse impregnada com cocaína em estado líquido, técnica que permitiria a extração do entorpecente por meio de processos químicos.

A hipótese mobilizou forças de segurança brasileiras e bolivianas. A quantidade de madeira apreendida também chamou atenção e deu grande repercussão ao caso.

Os primeiros exames realizados pela Polícia Federal, no entanto, não encontraram vestígios de drogas. Um cão farejador empregado na fiscalização também não indicou a presença de entorpecentes.

Mesmo diante dos resultados iniciais, novas amostras da madeira foram encaminhadas para análises laboratoriais mais detalhadas. Enquanto isso, os caminhões permaneceram retidos, provocando custos com armazenagem e atraso na entrega da carga.

O laudo definitivo confirmou que a madeira não continha cocaína nem outras substâncias de interesse forense. Relatórios produzidos por autoridades da Bolívia também apontaram resultado negativo para a presença de drogas.

Com a conclusão das perícias, a investigação mudou de foco. A Polícia Federal agora concentra esforços para esclarecer como surgiu a informação que motivou a operação e se houve responsabilidade de pessoas envolvidas na comunicação da falsa suspeita.

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