O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, afirmou que Campo Grande ainda cresce abaixo de seu potencial e defendeu uma participação mais efetiva do Governo Federal em investimentos estruturantes para acelerar o desenvolvimento da Capital.
Às vésperas dos 127 anos de Campo Grande, comemorados em agosto, Reinaldo destacou que a cidade possui cerca de 963 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e atribuiu parte do ritmo de crescimento à concentração de recursos na União.
Segundo o ex-governador, durante sua gestão, entre 2015 e 2022, o Governo do Estado investiu mais de R$ 2,2 bilhões em obras e ações na Capital, abrangendo áreas como saúde, infraestrutura, habitação, educação e segurança pública.
Na saúde, os investimentos ultrapassaram R$ 900 milhões, incluindo a conclusão do Hospital do Trauma, que teve as obras retomadas após mais de duas décadas de paralisação, e a ampliação do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, que passou de 58 para 202 leitos.
Na infraestrutura urbana e mobilidade, foram aplicados R$ 673,3 milhões em obras como a duplicação da Avenida dos Cafezais, adequações na Avenida Euler de Azevedo, recapeamento da Avenida Mato Grosso, novo acesso às Moreninhas, além de pavimentação, drenagem e urbanização de córregos.
A área habitacional recebeu R$ 394,3 milhões, destinados à construção de 5.030 moradias — das quais 4.902 já foram entregues — e à regularização fundiária de 2.985 imóveis.
Na educação, escolas estaduais passaram por reformas e ampliações, enquanto a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) ganhou uma nova unidade em Campo Grande, construída com investimento de R$ 13,9 milhões.
Outro destaque citado por Reinaldo foi a conclusão do Bioparque Pantanal, obra retomada após anos de paralisação. O empreendimento recebeu cerca de R$ 230 milhões em investimentos e se consolidou como um dos principais atrativos turísticos do Estado.
Na segurança pública, o governo estadual investiu R$ 106,8 milhões, com a entrega de viaturas, aeronaves, embarcações e o fortalecimento do programa MS Mais Seguro.
Defesa de novo pacto federativo
Ao avaliar o cenário atual, Reinaldo afirmou que os investimentos estaduais foram importantes, mas defendeu maior participação financeira da União para que Campo Grande possa ampliar sua infraestrutura urbana, melhorar o saneamento básico e fortalecer a mobilidade.
Segundo ele, esses investimentos são fundamentais para atrair novos empreendimentos privados, especialmente diante das oportunidades geradas pela futura Rota Bioceânica.
“Fizemos a nossa parte. Foram oito anos de trabalho intenso para devolver a Campo Grande a infraestrutura, a dignidade e os serviços que a população merece. Mas a cidade não vai crescer apenas com recursos estaduais. Precisamos de um novo pacto federativo, que tire de Brasília a concentração de recursos e leve mais dinheiro para onde as pessoas realmente vivem”, afirmou.
Reinaldo também defendeu maior protagonismo do Senado na destinação de recursos para os municípios e criticou a concentração orçamentária do Governo Federal, argumentando que uma distribuição mais equilibrada pode contribuir para o desenvolvimento das cidades brasileiras.

Reinaldo Azambuja é pré-candidato ao SenadoDivulgação
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