O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), colocou os resultados econômicos e sociais alcançados pelo Estado como principal eixo de sua articulação política. Em entrevista às páginas amarelas da revista Veja, o governador afirmou que a capacidade de entregar resultados é fundamental para reunir diferentes forças em torno de um mesmo projeto.
“Quando se entregam resultados, as forças políticas tendem a convergir em torno do projeto”, afirmou Riedel durante a entrevista, ao comentar a construção da coalizão política que sustenta sua administração em Mato Grosso do Sul.
De olho na possibilidade de disputar a reeleição, Riedel também abordou o cenário político nacional e defendeu a união dos partidos e grupos de direita em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Na entrevista, manifestou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Críticas ao debate político nacional
Ao analisar o ambiente político brasileiro, o governador criticou o que considera uma predominância de narrativas ideológicas no debate público e defendeu uma discussão mais aprofundada sobre mudanças estruturais no país.
“O Brasil ficou muito capturado pelas narrativas políticas e ideológicas dos últimos anos. Eu sinto falta de uma discussão mais profunda sobre reformas estruturantes”, declarou.
Entre as propostas defendidas por Riedel está a adoção de um mandato único de cinco anos. A entrevista também abordou temas relacionados à conjuntura econômica e às investigações envolvendo o Banco Master.
Rota Bioceânica como aposta para o futuro
Na avaliação de Riedel, Mato Grosso do Sul tem condições de ampliar sua importância econômica e logística a partir de investimentos em infraestrutura e da consolidação da Rota Bioceânica.
O governador aposta que a conexão com o Oceano Pacífico poderá fortalecer o Estado como corredor logístico, ampliar oportunidades de negócios e contribuir para a atração de novos investimentos.
Ao falar sobre o legado que pretende deixar à frente do Executivo estadual, Riedel destacou a combinação entre crescimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas sociais.
“Gostaria que fôssemos reconhecidos como um estado que cresceu sem abrir mão da responsabilidade fiscal, da inclusão social e da educação”, afirmou à Veja.

Riedel durante entrevista à revista VejaDivulgação
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