Só depois de várias reclamações da comunidade pela Rádio Jota FM e alvo de intervenções de lideranças políticas é que a operadora OI resolveu acelerar a recuperação do sistema de comunicação em Angélica e no distrito de Ipezal, prejudicados pelo rompimento de um cabo.
Enquanto o prefeito Roberto Cavalcanti e outras lideranças, entre as quais o vereador Ivo Ferreira, faziam gestões oficiais junto à empresa, a emissora transmitia os relatos de moradores indignados com a queda de sinal que deixaram a cidade e o distrito de Ipezal vários dias sem comunicação por telefone e Internet de banda larga.
Logo em seguida às manifestações dos ouvintes da Jota FM, a operadora deslocou uma equipe até o distrito para fazer o conserto da fiação danificada.
O que fica difícil de entender é a razão pela qual a empresa agiu menos de meia hora após as reclamações radiofônicas depois de Ipezal ficar 10 dias sem telefonia e Internet, com cabos elétricos espalhados pela rua. Além disso, intriga o fato que ocorreu semana passada, quando o presidente-executivo da OI, Marco Schroeder, pediu demissão do cargo e agora reclama indenização de R$ 400 milhões.
A OI protagoniza hoje o maior processo de recuperação judicial no País, tentando negociar cerca de R$ 64 bilhões em dívidas. Em Angélica, o prefeito Roberto Cavalcanti acentua que a comunidade está sendo muito mal-atendida e nem mesmo sendo acionada "um milhão de vezes" a operadora presta atendimento eficiente.
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