Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25) para atuar durante o segundo turno das eleições presidenciais. A operação coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contará com 584 viaturas e dois helicópteros. O efetivo será distribuído para reforçar a segurança nos 1.036 locais de votação do Estado.
A mobilização reunirá policiais civis e militares, bombeiros militares e profissionais da Polícia Científica. As equipes atuarão em conjunto com os servidores que já estarão de serviço nas respectivas instituições. O trabalho terá como prioridades a prevenção de crimes eleitorais e o atendimento de ocorrências durante a votação.
O policiamento também será direcionado aos cartórios eleitorais, aos locais de totalização dos votos e às vias públicas. A atuação ocorrerá em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). A integração entre os órgãos permitirá organizar o atendimento de acordo com as necessidades identificadas ao longo do pleito.
O acompanhamento da operação será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), estrutura vinculada à Sejusp. O centro contará com representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Exército Brasileiro e da Agência Brasileira de Inteligência. O monitoramento permitirá compartilhar informações e acompanhar ocorrências em tempo real.
A estrutura de comando também servirá para direcionar equipes e recursos conforme a demanda. O planejamento prevê respostas a situações que possam comprometer a segurança de eleitores, mesários e demais trabalhadores envolvidos na votação. A atuação integrada deverá abranger diferentes regiões do Estado durante o processo eleitoral.
Mato Grosso do Sul possui 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. A operação deste domingo será a segunda mobilização organizada pela Sejusp nas eleições de 2026. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais no Estado.
Entre os casos registrados na primeira etapa estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular. A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, enquanto a eleição para a Presidência da República será decidida na segunda votação. Por isso, as forças estaduais manterão o esquema de segurança voltado ao acompanhamento do processo eleitoral.
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