A passagem de ano em Mato Grosso do Sul não trouxe as mais esperadas definições sobre a disputa sucessória estadual a ser travada em 2018, embora as especulações já sinalizem algumas tendências.
Em princípio, para a corrida rumo à Governadoria dois nomes estão extraoficialmente em cena e com diferentes graus de visibilidade: os do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) e o empresário Cláudio Sertão (Podemos). A espera maior, no entanto, é pela confirmação de outros dois protagonistas no páreo, o governador tucano Reinaldo Azambuja e o ex-governador peemedebista André Puccinelli. Até à edição desta matéria nenhum destes havia se declarado publicamente pré-candidato.
Enquanto Azambuja preserva-se para anunciar sua decisão no momento que considerar adequado e Puccinelli administra a ansiedade dos correligionários, os partidos se ocupam com os preparativos de praxe para as convenções e já tomam as primeiras e impositivas providências, entre as quais o avanço das conversas sobre alianças e a sondagem das opções para a composição das chapas.
Os nomes para as candidaturas a vice, que fazem companhia a quem concorrerá ao Governo, começam a ser estudados ou já assediados. Consta que uma das alternativas para fazer dupla com Odilon de Oliveira é o senador Pedro Chaves (PSC), que em vez de brigar pela reeleição perfilaria como candidato a vice do pré-candidato que vem ganhando terreno e pontuando na parte de cima das pesquisas publicadas.
No PSDB, apesar do silêncio de Azambuja, já se sabe que a atual vice-governadora Rose Modesto será candidata à Câmara Federal e que os tucanos ainda não pensam em repetir a fórmula da opção feminina para a disputa majoritária. Com Azambuja em busca da reeleição, haverá necessidade de reformular o mosaico de alianças e aliados. No PMDB, a dependência crônica de Puccinelli para manter competitividade estreita o arco de sugestões para a vice.
É quase certo que alguns figurinos estejam carimbados para o perfil ideal de quem será cotado para figurar nas candidaturas à vice-governadoria: o recorte feminino continua sendo um apelo bastante forte, assim como a marca de sucesso no empreendedorismo, a aura de renovação e o quesito de não ser arroz-de-festa na vida publica podem pesar também.
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