Enfim, ex-governador se declara pré-candidato à sucessão

Agora são três nomes na lista dos pretendentes ao Governo

19 DEZ 2017 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 17h08

O ex-governador André Puccinelli confirmou em reunião na manhã de hoje (sexta-feira, 22) que será candidato em 2018, disputando pelo MDB a sucessão do tucano Reinaldo Azambuja.

À sede do Diretório Regional – do qual Puccinelli é o presidente – compareceram os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka, o deputado federal Carlos Marun e os deputados estaduais Júnior Mochi (presidente da Assembleia Legislativa), Antonieta Amorim, Márcio Fernandes, Eduardo Rocha, Paulo Siufi e Renato Câmara, entre outras lideranças.

Puccinelli disse que sua decisão está lastreada por um contexto que não deixou outra saída. Além da própria responsabilidade com seu Estado, o ex-governador destacou o apoio que vem tendo da sociedade desde que concluiu o mandato de sua segunda gestão, em 2014, e as manifestações de incentivo dos correligionários. “Tenho um quadro valoroso comigo: dois senadores, seis deputados estaduais, um brilhante e competente deputado federal, Carlos Marun, centenas de lideranças espalhadas pelos 79 municípios. E a minha família, que nunca me deixou sozinho no meio das feras”, enfatizou.

Sobre as denúncias de que tem sido alvo nos últimos anos, ele transferiu a resposta para as manifestações da Justiça. Observou, porém, que a manifestação do povo não deixou dúvidas sobre suas credenciais na vida pública, referindo-se às posições de lideranças em pesquisas de intenção de voto e ao “volta André”, um apelo popular que diz fazer parte de sua rotina e é ecoado em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

“O modo PMDB de governar faz a diferença e está no imaginário da população. O povo tem, de fato, saudade do PMDB. Não quero subestimar e nem desmerecer ninguém, mas não posso deixar de enaltecer esta excelência em política, em administração, em democracia, que é o agora restaurado MDB, nosso velho e glorioso MDB”, assinalou.

O ex-governador não quer adiantar o que vai fazer em relação à escolha de nomes para a chapa majoritária ou possíveis partidos com os quais pretende formar coligações. Revelou que conta com a repatriação de forças e partidos que já foram parceiros do PMDB e depois migraram para outros projetos. “O bom filho à casa torna”, bradou, recorrendo a uma parábola bíblica.

Com André Puccinelli três pré-candidaturas estão postas para a sucessão estadual, de acordo com seus próprios protagonistas. As outras são as do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), que na pesquisa mais recente aparece em primeiro nas intenções de voto para governador, e o empresário Cláudio Sertão (Podemos). O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) trata a questão com cuidado e afirma que só na hora certa vai revelar se disputará ou não o voto do eleitor candidatando-se à reeleição.

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