Com volume de água que só na madrugada desta terça-feira, 26, chegou a 40 mm – ou 25% do previsto para todo o mês -, Porto Murtinho começa a viver uma angustiante e indesejada rotina.
Nas cenas que se repetem há décadas em toda passagem de ano, as águas invadem ambientes urbanos e rurais. As fortes chuvas que desabam sobre esse município na fronteira com o Paraguai, a 440 km de Campo Grande, estão provocando sérios transtornos, exigindo intensa e ampla mobilização das autoridades e dos próprios moradores.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, até à manhã de hoje (terça-feira, 26) haviam sido contabilizado um total de 42 pessoas desabrigadas. O número, entretanto, deve aumentar, pois as chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, continuarão até à próxima sexta-feira, 29. Outro temor dos fronteiriços é a possibilidade de o Rio Paraguai subir e transbordar.
A cidade de Porto Murtinho é protegida do transbordamento do rio por um dique. Do outro lado, no entanto, em território paraguaio, centenas de famílias que moram em várias localidades sem esse tipo de proteção acabam castigadas pelas cheias. Boa parte dessas populações, quando fica sem abrigo e perdem tudo com as inundações, acaba procurando auxílio no Brasil.
Se o dique garante relativa proteção à área urbana de Porto Murtinho, o outro lado da cidade é vulnerável ao impacto das águas. O prefeito Derlei Delevatti (PSDB) já admite que pode decretar a situação de emergência. Efetivos do Corpo de Bombeiros Militar e das bases operacionais da Marinha e do Exército estão reforçando o trabalho que é feito pelas equipes da administração municipal, governo estadual e voluntários.
Não há notícia de vítimas, porém as autoridades sanitárias preocupam-se com o estoque de medicamentos, água potável e outros materiais específicos para socorro humano durante as calamidades.
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