Tendência é de equilíbrio na disputa sucessória em MS

Por enquanto, Odilon, Puccinelli e Azambuja detêm preferência do eleitorado

26 DEZ 2017 Por Rádio jota FM/Edson Moraes 14h10

O ano eleitoral de 2018 vai começar em Mato Grosso do Sul com duas pré-candidaturas declaradas ao Governo e uma apenas no esboço.

São pré-candidatos assumidos o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) e o ex-governador André Puccinelli (MDB). O atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), apesar de ser um nome natural para a disputa, mantém reservas, prefere não se apresentar e até já sugeriu que sua candidatura à reeleição estará condicionada ao desempenho governamental na gestão da economia sulmatogrossense.

Em princípio, e a considerar a potencialidade medida pelas pesquisas sobre eventuais pré-candidaturas, é esse trio que domina a preferência das intenções de voto para a sucessão estadual. Os números divulgados até agora indicam um acentuado equilíbrio, com Oliveira, Puccinelli e Azambuja revezando-se nas três primeiras posições, de acordo com os cenários.

Oliveira traz consigo o apelo vigoroso da novidade, reforçado pelas auras de justiceiro, combatente do crime organizado e de nunca ter exercido cargo político, teoricamente um item indicativo de independência em relação aos políticos tradicionais. Ele mesmo faz questão de sublinhar sua independência assumindo uma atitude ousada e temerária, a de antecipar o propósito de não ter dividir seu palanque com qualquer força partidária ou política suspeita de práticas criminosas denunciadas ou sob investigação.

Puccinelli seria um dos nomes enquadrados no perfil das companhias rejeitadas pelo ex-juiz federal. Porém, numa disputa dessa natureza não se pode subestimar o carisma e a capilaridade do nome do ex-governador. Alvo de pesadas acusações que o fustigam há anos e o deixariam encurralado, Puccinelli pode ter encontrado neste cenário de desestímulo um ingrediente reanimador para trocar o projeto de aposentadoria e voltar à cena política,.

Se de um lado Odilon de Oliveira surfa na onda de popularidade que conquistou com a exposição midiática e o reconhecimento nacional por sua cruzada contra a corrupção e o crime organizado, Puccinelli chega embalado por generosos índices de intenção de voto nas pesquisas. Ele conta ainda com dois fatores que pesam na balança: a mística de uma sigla histórica, o MDB (o nome original que gerou o PMDB e acaba de ser resgatado) e a inserção social, por ser a agremiação melhor estruturada e distribuída no Estado.

Ao governador Reinaldo Azambuja outra saída não restava, senão a de aguardar a hora certa de se manifestar. Seu caso é complexo, tendo em vista a responsabilidade de gerir o Estado no meio de uma das mais longas e devastadoras crises econômico-financeiras do Brasil. Conseguiu vitórias admiráveis nos três primeiros anos do mandato, fechando 2017 com a façanha quase inédita de manter as contas publicas sob controle e pagando em dia o funcionalismo e fornecedores, ao contrário da grande maioria doestados, que ou atrasaram os repasses ou o estão fazendo de forma parcelada.

Dessa forma, e com sua base política aparentemente intacta, Azambuja resiste aos tempos de recessão e desgastes político-administrativo, conservando as credenciais para brigar pela reeleição em condições de igualdade com os mais fortes concorrentes. Esse quadro com três nomes em evidência para o páreo sucessório pode não ser definitivo.

Há quem ainda acredite no surgimento de outras opções, uma delas o presidente da Caixa de Assistência dos Servidores Publicos (Cassems), Ricardo Ayache (PSB), que goza de prestígio em amplos segmentos da sociedade e tem o bafejo da renovação, nutrida pelo incensado desempenhop à frente da instituição. Resta saber se com a confirmação das candidaturas de Azambuja, Puccinelli e Odilon sobrariam votos para um quarto pretendente entrar para disputar e não somente para competir. Ou se com Ayache no páreo os pesos medidos nessa balança podem sofrer o efeito do desequilíbrio.

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