Se confirmar sua candidatura à reeleição, o governador tucano Reinaldo Azambuja terá peças estratégicas com papeis e importâncias específicos no tabuleiro das disputas em 2018. Enelvo Felini é uma dessas peças.
Embora tenha conquistado a vaga titular na Assembleia Legislativa com a renúncia de Flávio Kayatt, nomeado conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MS), o deputado estadual Enelvo Felini (PSDB) vai cumprir papel determinante para seu partido nas eleições de 2018 em Mato Grosso do Sul.
Seus 9.532 votos acusam uma inserção bem expressiva no contexto eleitoral. Mas, a rigor, o que mais interessa ao eventual projeto de reeleição do governador ou mesmo às ambições eleitorais da legenda é o prestígio de Enelvo Felini em um segmento com presença cada dia mais forte no cenário sócio-econômico e político: o da agricultura familiar.
A agricultura familiar esá instalada num universo abrangente do setor produtivo. Vai dos pequenos produtores (assentados, sitiantes, agentes de micro-negócios rurais) às escalas intermediárias do agronegócio (as médias propriedades, os arranjos produtivos locais da agroindústria). Se já tinha essa identificação quando governou Sidrolândia, Enelvo teve uma experiência vitoriosa que lhe consolidou o perfil ao chefiar a Iagro (Agência de Defesa Sanitária Vegetal e Animal) nos três primeiros anos da gestão de Azambuja.
Como primeiro deputado estadual domiciliado em Sidrolândia, Enelvo Felini sabe que não terá vida fácil na busca da reeleição. Sua maior base eleitoral é o município que tem as maiores taxas de crescimento nos últimos 10 anos em Mato Grosso do Sul e abriga a maior concentração de assentamentos fundiários do Estado, sendo, por isso, território muito atraente para a “caça” de eleitores.
Não são poucos os colegas de Enelvo na Assembleia Legislativa e no próprio partido que miram com grande apetite o patrimônio eleitoral sidrolandense. Dentro da própria cidade podem surgir os primeiros concorrentes, um deles bafejado por considerável apelo político-eleitoral, o ex-prefeito Daltro Fiúza (MDB).
Outros nomes podem surgir, até vislumbrando as eleições municipais de 2020, como o advogado Gerson Claro, o ex-prefeito Ari Basso, o vereador Jean Nazareth, o atual vice-prefeito Wellisson Amarelo e os empresários Moacyr Almeida e Haroldo Calvis Dias. Ainda assim, por ser detentor de mandato e desfrutar de grande prestígio junto ao governador, Felini tem a seu favor um campo mais largo e favorável de visibilidade para pavimentar sua estrada eleitoral. Só depende dele e dos acertos de um mandato que não pode errar.
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